O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), passou mal nesta terça-feira (11), durante uma reunião do Colégio de Líderes, e precisou ser atendido por uma equipe médica.
Uczai foi socorrido por parlamentares, entre eles o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que é médico. Em seguida, o deputado foi levado ao Departamento Médico da Casa, onde recebeu cuidados da equipe de saúde.
Em nota, a Liderança do PT informou que Uczai se sentiu indisposto, desmaiou, recuperou os sentidos e foi estabilizado. “Como medida preventiva e para realização de exames complementares mais aprofundados, ele foi transferido para o hospital DF Star, onde dará continuidade ao acompanhamento diagnóstico”, informou a bancada.
Por causa do incidente, a ordem do dia do plenário da Câmara foi adiada. A sessão previa a votação de medidas de interesse do governo. A reunião de líderes tratava justamente da definição das propostas que seriam analisadas.
Antes do encontro, Hugo Motta havia informado à imprensa que a prioridade seria o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026. A proposta autoriza a redução ou a isenção de impostos federais sobre gasolina, diesel e etanol em períodos de forte alta do petróleo no mercado internacional.
Encaminhado pelo governo, o projeto tem como objetivo reduzir o impacto de choques nos preços internacionais do petróleo para os consumidores brasileiros. A medida é discutida em meio a conflitos no Oriente Médio e à guerra dos Estados Unidos contra o Irã, que fechou a principal rota estratégica de exportação de petróleo.
Segundo o presidente da Câmara, a relatora do projeto, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), negocia os detalhes do texto com a equipe econômica do governo. A proposta deve incluir, além de subsídios aos combustíveis, estímulos à produção de fertilizantes, uma política de isenção fiscal para a exploração de minerais críticos e a antecipação de receitas para o Ministério da Defesa.
“Já conversamos com o Senado, e, se a Câmara avançar, o Senado ainda esta semana deverá se debruçar sobre esse tema. São temas consensuais, convergentes, temos que fazer todo o esforço para ter celeridade, diante do fato de não termos sessões nas próximas semanas”, afirmou Motta.
O Congresso Nacional retomou nesta semana a agenda legislativa após o recesso parlamentar, em um esforço concentrado para a votação de propostas no plenário e nas comissões. Conforme os presidentes da Câmara e do Senado, estão previstas duas semanas de esforço concentrado antes das eleições: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.
A expectativa é de que, nesses períodos, sejam analisadas principalmente medidas provisórias que abrem crédito extraordinário e precisam de aprovação do Congresso para não perder a validade nas próximas semanas.











