A China anunciou novas diretrizes para acelerar o desenvolvimento de tecnologias avançadas, incluindo a inteligência artificial (IA). As medidas preveem o monitoramento de riscos tecnológicos e a responsabilização por grandes prejuízos provocados por investimentos considerados imprudentes.
Apresentada pelo Comitê Central do Partido Comunista da China e pelo Conselho de Estado, a estratégia também inclui drones civis, táxis aéreos e pequenas aeronaves, setores que integram a chamada economia de baixa altitude. A proposta é estimular novas atividades econômicas e a inovação sem deixar a segurança em segundo plano.
As diretrizes estabelecem a criação de sistemas para acompanhar os avanços tecnológicos, emitir alertas sobre possíveis riscos e responder a emergências relacionadas à inteligência artificial. Segundo a agência estatal Xinhua, o objetivo é garantir que a tecnologia seja segura, confiável e controlável.
O governo chinês também pretende responsabilizar rigorosamente executivos e gestores envolvidos em grandes perdas causadas por investimentos considerados irresponsáveis em tecnologias de fronteira. A medida demonstra preocupação com a aplicação de recursos em setores emergentes, ao mesmo tempo em que busca estimular avanços científicos e econômicos.
O plano reúne 19 medidas distribuídas em cinco áreas de atuação: pesquisa e inovação; integração com a indústria; novos modelos de desenvolvimento; reformas institucionais; e formação profissional. A orientação é aproximar a pesquisa das aplicações práticas e criar condições para que novas tecnologias contribuam para o crescimento da economia.
Na economia de baixa altitude, a China pretende promover o crescimento organizado de negócios baseados em aeronaves que operam próximas ao solo. O setor inclui serviços com drones civis, táxis aéreos, pequenas aeronaves e operações relacionadas, sempre considerando a segurança das atividades.
As diretrizes, no entanto, não especificam prazos, metas de expansão ou valores de investimento para esse mercado. Também não foi apresentado um cronograma detalhado para a implementação das medidas.
A estratégia defende equilíbrio entre a atuação do governo e do mercado, autonomia tecnológica e abertura econômica. As ações deverão considerar as condições de cada região e a relação entre desenvolvimento e segurança.











