Faltando apenas 35 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, a situação das transmissões na China e na Índia ainda é incerta. As emissoras desses países asiáticos não assinaram acordos com a FIFA, o que levanta preocupações sobre a cobertura do torneio. O evento, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho, será realizado em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México.
Embora as seleções da China e da Índia não estejam classificadas para o Mundial, o interesse pelo futebol é significativo, especialmente na China. Durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar, o país foi responsável por quase metade das horas de visualização em plataformas digitais. Isso demonstra o potencial de audiência que as emissoras poderiam explorar.
Desafios para as emissoras asiáticas
A hesitação das emissoras na China e na Índia se deve principalmente aos horários dos jogos, que são considerados desfavoráveis. A partida de abertura começará às 3h da manhã em Pequim e Xangai, enquanto em Nova Déli será à 0h30. Essa diferença de fuso horário pode impactar negativamente a audiência, especialmente entre os telespectadores casuais.
O empresário indiano Sandeep Goyal destacou que, fora os fãs mais dedicados, a audiência pode ser baixa na Índia. Isso levanta preocupações sobre a viabilidade econômica dos canais, que precisam justificar o investimento nos direitos de transmissão. A JioStar, por exemplo, ofereceu 20 milhões de dólares, enquanto a FIFA inicialmente pediu 100 milhões de dólares.
Na China, a situação não é diferente, com a gigante CCTV ainda sem um acordo. Outros países da região, como Tailândia e Malásia, também enfrentam desafios semelhantes. O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, assegurou que os espectadores não perderão o torneio, mas a falta de um acordo formal ainda gera incertezas.
James Walton, da consultoria Deloitte Ásia-Pacífico, acredita que, de alguma forma, um acordo será alcançado. As emissoras nacionais buscam garantir o melhor contrato possível, equilibrando custos e receitas. A FIFA, por sua vez, está interessada em maximizar a cobertura do evento para atender seus patrocinadores e evitar a pirataria.
Para os fãs de futebol no Brasil, a situação na China e na Índia pode parecer distante, mas reflete um cenário global de desafios nas transmissões esportivas. A forma como esses acordos são negociados pode influenciar a maneira como eventos futuros são cobertos e consumidos em todo o mundo.











