Nesta sexta-feira (12), a Universidade de Liverpool, na Inglaterra, apresentou as previsões de um supercomputador sobre o resultado da Copa do Mundo FIFA 2026. A análise, realizada por pesquisadores da instituição, destaca a seleção da Espanha como a grande favorita ao título.
O supercomputador britânico, desenvolvido por Benjamin Holmes e Ian McHale, utiliza diversas variáveis para suas projeções. Entre elas, estão o desempenho individual dos jogadores, lesões, condições climáticas e até a altitude dos estádios. Essa abordagem se diferencia da utilizada pela Opta Analyst, que se baseia em rankings de desempenho e simulações computacionais.
O que o supercomputador projeta para a Copa
De acordo com as simulações, a Opta realizou 25 mil simulações da Copa do Mundo, atribuindo 16,38% de probabilidade de título à Espanha. O modelo da Universidade de Liverpool, por sua vez, simulou mil cenários e deu à seleção espanhola 26,1% de chances de vencer o torneio.
Além da Espanha, a Inglaterra surge como uma forte concorrente, com cerca de 17% de probabilidade de conquistar o título. Outras seleções, como França, Argentina e Portugal, também aparecem como candidatas, evidenciando um cenário equilibrado entre as potências do futebol mundial.
As simulações também indicam possíveis trajetórias no torneio. A Inglaterra, por exemplo, teria boas chances de liderar seu grupo e avançar com tranquilidade, enfrentando adversários como o Brasil nas quartas de final. Esse tipo de análise gera expectativa entre os torcedores e desafios para os matemáticos que tentam prever o desenrolar do campeonato.
“Futebol é imprevisível”, reforça pesquisador
Holmes destaca que o modelo foi aprimorado com novas variáveis, incluindo a interação entre jogadores em campo. Ele afirma que fatores externos, como lesões e clima, foram incorporados nas simulações, tornando as previsões mais robustas.
Apesar da sofisticação do modelo, o pesquisador ressalta que o futebol é um esporte imprevisível. “Embora nosso modelo concorde com as casas de apostas, que apontam a Espanha como favorita, o futebol ainda guarda espaço para surpresas”, afirma Holmes.
Portanto, mesmo com a tecnologia avançada, o resultado final da Copa do Mundo dependerá de talento, estratégia e momentos que não podem ser previstos por algoritmos. O torneio promete ser uma celebração do esporte, onde a emoção e a incerteza estarão sempre presentes.











