Os corpos dos quatro mergulhadores italianos desaparecidos após um acidente em cavernas submersas nas Maldivas foram resgatados nesta segunda-feira, 18. O governo local confirmou a localização das vítimas, que sumiram durante uma expedição de mergulho realizada na quinta-feira, 14, no Atol de Vaavu.
O acidente resultou na morte de cinco italianos e é considerado o mais grave do país relacionado a mergulhos. O corpo do instrutor Gianluca Benedetti foi encontrado no dia do incidente, próximo à entrada da caverna. As buscas pelos outros mergulhadores contaram com a participação de equipes internacionais especializadas.
Três mergulhadores finlandeses se uniram aos esforços locais após a operação ser suspensa temporariamente devido à morte do sargento-mergulhador Mohamed Mahudhee, que faleceu em decorrência de complicações de descompressão durante a missão de resgate. As condições dentro da caverna eram perigosas, com correntes fortes e passagens estreitas, com profundidades que chegavam a cerca de 70 metros.
As vítimas foram identificadas como Monica Montefalcone, professora da Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino; o instrutor Gianluca Benedetti; e o biólogo marinho Federico Gualtieri. O grupo realizava uma exploração em cavernas localizadas a cerca de 50 metros de profundidade, superando o limite recomendado de 30 metros para mergulho recreativo nas Maldivas.
Uma sexta integrante da expedição desistiu minutos antes do mergulho e permaneceu na embarcação. Especialistas alertam que mergulhos em cavernas profundas apresentam riscos elevados, como perda de orientação e dificuldade para localizar a saída, especialmente em locais com baixa visibilidade.
As autoridades das Maldivas e a Procuradoria de Roma estão investigando as causas do acidente, considerando possíveis falhas técnicas nos equipamentos e mudanças repentinas nas condições do mar. A licença da embarcação utilizada na expedição foi suspensa temporariamente enquanto as investigações estão em andamento.











