O recente bloqueio orçamentário no Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR) gerou grande preocupação entre os produtores rurais e o Sistema FAEP. Com um contingenciamento que pode chegar a R$ 461,7 milhões, o setor agropecuário enfrenta mais um desafio em um cenário já complicado por questões climáticas e econômicas.
A FAEP destaca a necessidade urgente de revisão dessa medida, que compromete a segurança e a previsibilidade no campo. Em um momento em que os agricultores lidam com adversidades climáticas, a proteção oferecida pelo seguro rural se torna ainda mais essencial para a continuidade das atividades agrícolas.
Impactos do corte no Seguro Rural
Nos últimos anos, o seguro rural tem enfrentado sucessivos cortes orçamentários. Em 2025, cerca de 42% do orçamento foi contingenciado, e em 2024, a execução financeira ficou 40% abaixo do previsto. Essa tendência de redução compromete uma das principais ferramentas de proteção da atividade agrícola no Brasil.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, enfatiza que a insegurança no campo aumentará com novos cortes. “O produtor rural já enfrenta uma série de dificuldades nas últimas safras”, afirmou, ressaltando a necessidade de um suporte mais robusto.
O Paraná, que lidera a contratação de apólices subvencionadas pelo PSR, é um dos estados mais afetados. Em 2025, os produtores paranaenses contrataram 28,02 mil apólices, representando 43,7% do total nacional. Essa adesão demonstra a importância do seguro para a sustentabilidade econômica das propriedades rurais.
Entretanto, o número de apólices caiu drasticamente nos últimos quatro anos, de 82 mil em 2021 para apenas 26 mil em 2025, uma queda de 68,3%. No Paraná, a área agrícola protegida pelo seguro rural diminuiu de mais de 3,8 milhões de hectares para 1,25 milhão de hectares, evidenciando a vulnerabilidade crescente dos produtores.
Com o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como estiagens e geadas, a necessidade de proteção se torna ainda mais evidente. A FAEP alerta que a diminuição da cobertura expõe os agricultores a riscos financeiros elevados, dificultando sua recuperação após perdas.
O setor agropecuário defende que o Seguro Rural deve ser tratado como uma política pública estratégica. A expectativa é que o governo federal reveja os recursos destinados ao PSR, garantindo a estabilidade na produção de alimentos e a proteção da renda dos produtores rurais.











