O primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero, anunciou um conjunto de reformas econômicas sem precedentes nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026. Este programa visa transformar a economia da ilha, que enfrenta uma grave crise, e surge em um contexto de pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos.
Com 176 propostas que abrangem diversos setores, o plano será debatido e votado pela Assembleia Nacional do Poder Popular. As reformas incluem mudanças significativas na estrutura das empresas, sistema bancário, turismo, agricultura e investimentos estrangeiros.
Reformas que Marcam uma Nova Era
Essas propostas representam a mudança mais profunda na economia cubana em 70 anos, desde a Revolução de 1959. O economista Daniel Torralbas, radicado em Londres, destacou que essas transformações vão além de ajustes superficiais, buscando realmente ampliar o papel do setor privado.
Desde 2021, Cuba permitiu a criação de micro, pequenas e médias empresas, que já empregam um terço da população economicamente ativa. Agora, as novas reformas permitirão que empresas privadas com mais de 100 funcionários sejam estabelecidas e que cubanos possam ter mais de uma empresa.
Além disso, a agricultura, o turismo e o setor bancário estarão abertos ao investimento privado, tanto nacional quanto estrangeiro. Essa abertura pode ter um impacto significativo na economia local, trazendo novas oportunidades de emprego e desenvolvimento.
O presidente Miguel Díaz-Canel enfatizou a urgência das mudanças, afirmando que a realidade do país exige reformas imediatas. Apesar do apoio de figuras influentes, como o ex-mandatário Raúl Castro, ainda não há um cronograma definido para a implementação das propostas.
Essas reformas ocorrem em um momento crítico, com Cuba enfrentando um bloqueio econômico severo imposto pelos Estados Unidos, que já dura desde 1962. A pressão externa e a situação interna podem influenciar diretamente a eficácia das novas políticas e a estabilidade do regime cubano.











