Um novo decreto interministerial está em fase de elaboração para estabelecer a Política Nacional de Economia Criativa no Brasil. Sete ministérios estão envolvidos na criação dessa política, que visa integrar o setor à agenda nacional de desenvolvimento. A informação foi divulgada durante o Seminário Internacional Caminhos para Fomento e Financiamento em Economia Criativa, realizado no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (17).
A secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, destacou que a proposta é transversal e abrange diversas áreas, como Indústria, Turismo e Ciência e Tecnologia. “A economia criativa não está apenas na Cultura. Ela está em vários setores que podem contribuir para o desenvolvimento econômico do país”, afirmou.
Escuta regional e construção da política
O seminário marca o encerramento de um processo de escuta realizado em todas as regiões do Brasil, com o objetivo de coletar contribuições para a nova política. Cláudia Leitão mencionou que foram realizadas audiências em diversas localidades, resultando na elaboração de cartas com sugestões do setor criativo.
As atividades do seminário continuarão até quinta-feira (18), quando será finalizada a Carrinhoa do Sudeste, que se somará às contribuições das demais regiões. Este documento servirá como base para a construção do Plano Brasil Criativo e do decreto da Política Nacional de Economia Criativa.
A secretária enfatizou que o Brasil possui um potencial semelhante ao da Coreia do Sul para desenvolver sua economia criativa, sustentado por sua diversidade cultural. “Precisamos transformar a economia criativa em um dos principais motores de nossa economia”, disse.
Desafios e financiamento
Um dos principais focos do seminário foi a necessidade de criar instrumentos financeiros adaptados às características do setor criativo. Luciane Gorgulho, do BNDES, ressaltou que a economia criativa enfrenta desafios devido à natureza intangível de muitos de seus ativos.
Ela destacou a importância de um Fundo Nacional de Economia Criativa para oferecer recursos adequados às necessidades dos empreendedores. “As linhas tradicionais de crédito muitas vezes não atendem às demandas do setor”, afirmou.
O evento, organizado pelo Ministério da Cultura e pelo Sebrae, reuniu representantes de diversas áreas para discutir estratégias de fortalecimento da economia criativa no Brasil. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, reforçou a necessidade de engajar o setor privado e instituições financeiras para o sucesso da política.











