Uberlandia, MG Dom, 01 de novembro
20° Máx. 29° · Mín. 20° Neblina
Previsão para Uberlândia Hoje: neblina
Amanhã, 02/11 29° 20° 69% chuva
ter, 03/11 29° 20° 61% chuva
qua, 04/11 30° 20° 55% chuva
qui, 05/11 30° 21° 82% chuva
sex, 06/11 30° 21° 75% chuva
sáb, 07/11 30° 20° 73% chuva
dom, 08/11 28° 20° 76% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Desigualdade social amplia diferença no conhecimento sobre inteligência artificial no Bras…
Foto original adaptada visualmente por IA.
Inteligência Artificial

Desigualdade social amplia diferença no conhecimento sobre inteligência artificial no Bras…

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

O conhecimento sobre ferramentas de inteligência artificial (IA) ainda varia significativamente entre as classes sociais no Brasil, apesar do avanço geral na familiaridade da população com plataformas digitais. A constatação faz parte da terceira edição do Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital, referente ao terceiro trimestre de 2026.

Segundo o levantamento, 97,3% das pessoas da classe A afirmaram conhecer as ferramentas de IA avaliadas pela pesquisa. Entre os entrevistados das classes D e E, o percentual foi de 85,4%, uma diferença de quase 12 pontos percentuais.

Quando o estudo considera as quatro principais ferramentas de IA analisadas, 92,7% dos entrevistados da classe A disseram conhecer todas elas. O índice cai para 69,2% nas classes D e E. Isso significa que quase um terço desse grupo ainda não conhece todas as soluções avaliadas, entre elas Claude e Perplexity.

Para Marina Garrote, diretora de operações e pesquisa do Reglab, os dados mostram que ampliar o acesso à internet não é suficiente para eliminar as desigualdades digitais. “Com a universalização da internet, o desafio das políticas públicas passa a ser o letramento tecnológico para evitar que as classes populares fiquem para trás na nova economia”, afirma.

Conhecimento digital avança, mas desigualdade persiste na IA

O levantamento identificou uma melhora geral na familiaridade dos brasileiros conectados com as plataformas digitais. Cerca de sete em cada dez entrevistados disseram conhecer todas as plataformas avaliadas, ante seis em cada dez na edição anterior.

A diferença entre as classes varia conforme o tipo de serviço. Em categorias como streaming e governo digital, o conhecimento entre as classes A e D/E é bastante próximo. No caso da inteligência artificial, porém, a distância permanece significativa.

O resultado coloca o letramento tecnológico no centro do debate sobre inclusão digital. Além de ter acesso à internet, é necessário conhecer as ferramentas disponíveis e saber como utilizá-las, especialmente com a presença crescente da IA em atividades cotidianas e profissionais.

Confiança nas redes sociais é maior que credibilidade do conteúdo

A pesquisa também apontou uma diferença entre a confiança dos brasileiros nas plataformas de redes sociais e a credibilidade das informações que circulam nesses ambientes. Enquanto 63% dos entrevistados afirmaram confiar nos serviços oferecidos pelas redes sociais, 55% disseram confiar nos conteúdos e nas informações encontrados nelas.

De acordo com o Reglab, essa diferença permanece desde a primeira edição do índice. O padrão é diferente do observado em categorias como streaming, IA e governo digital, nas quais a confiança na plataforma chega a 73%, enquanto a confiança no conteúdo fica em 72%.

Para Thais Palanca, pesquisadora e uma das autoras do estudo, a diferença pode estar relacionada à dinâmica das redes sociais, onde as publicações não passam necessariamente por uma curadoria editorial prévia. “O problema percebido não é o funcionamento da plataforma, mas a qualidade da informação”, avalia.

Segundo a pesquisadora, as regras de moderação e transparência também devem se concentrar na qualidade do conteúdo que chega aos usuários.

Percepção sobre segurança digital muda lentamente

Outro resultado da terceira edição do índice foi a estabilidade da percepção dos brasileiros sobre segurança e confiança no ambiente digital. Conforme o levantamento, as opiniões tendem a permanecer ao longo do tempo, mesmo diante de acontecimentos pontuais.

Entre as pessoas que demonstravam menor confiança nas plataformas digitais no trimestre anterior, 77% mantiveram a mesma posição. No grupo que apresentava maior confiança, 70% continuaram com uma avaliação positiva.

“A confiança no ambiente digital se parece mais com uma característica estável de cada pessoa do que com uma opinião que muda conforme o momento”, explica Pedro Henrique Ramos. Na avaliação dele, campanhas e acontecimentos isolados têm efeito limitado sobre essa percepção, que é construída ou perdida de forma gradual.

Como a pesquisa foi realizada

A terceira edição do Índice Reglab ouviu 1.099 adultos conectados à internet entre os dias 2 e 9 de outubro de 2026. A coleta foi realizada por meio de um painel nacional conduzido pela Norstat.

O estudo avaliou 26 plataformas, distribuídas em cinco categorias: redes sociais; streaming e entretenimento; economia de plataforma; inteligência artificial; e governo digital.

A pesquisa informa nível de confiança de 95% e margem de erro geral de três pontos percentuais. As plataformas foram analisadas em quatro dimensões: confiança geral, integridade da informação, proteção de dados e proteção de adolescentes.

O levantamento completo e o anexo metodológico estão disponíveis no site do Reglab. As informações foram divulgadas originalmente pelo portal Olhar Digital.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×750
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...