O Tribunal Superior de Seul, na Coreia do Sul, decidiu, nesta sexta-feira (24), sobre um dos divórcios mais impactantes da história do país. Chey Tae-won, presidente do SK Group, terá que pagar 944 bilhões de wons, o que equivale a R$ 3,27 bilhões, à sua ex-esposa, Roh Soh-yeong, após 34 anos de casamento. Essa decisão, no entanto, pode ser revista pela Suprema Corte.
Entendendo a Decisão Judicial
A quantia a ser paga leva em conta o crescimento do patrimônio de Chey, impulsionado pela ascensão das tecnologias de inteligência artificial. Com uma fortuna estimada em US$ 5,6 bilhões, a indenização representa cerca de 12% desse total. O valor pode ser pago em dinheiro, sem comprometer a gestão dos negócios do empresário.
O tribunal também considerou a contribuição de Roh para o sucesso do grupo empresarial, que vai além da administração familiar. Sua participação na criação dos filhos e nas atividades do SK Group foi vista como fundamental para o crescimento do patrimônio familiar.
Histórico do Casal
Os problemas no relacionamento começaram a ser expostos publicamente em 2015, quando Chey admitiu ter tido um caso extraconjugal e um filho fora do casamento. Essa revelação gerou uma série de conflitos que culminaram no pedido de divórcio, formalizado dois anos depois.
Desde então, Roh buscou uma divisão justa do patrimônio, inicialmente reivindicando metade dos bens. Contudo, a Justiça limitou sua parte a um terço, refletindo a complexidade das questões patrimoniais em divórcios de alto valor.
Esse caso levanta questões importantes sobre a divisão de bens em casamentos longos e a valorização das contribuições não financeiras em uma relação. Para casais que enfrentam situações semelhantes, é essencial buscar orientação jurídica e considerar acordos pré-nupciais que possam facilitar a resolução de conflitos futuros.











