Dois homens, de 47 e 29 anos, morreram durante um confronto com a Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (16), na rodovia MGC-497, em Campina Verde. Segundo a PM, o caso começou após o serviço de inteligência informar que três suspeitos com passagens por tráfico, furto e roubo haviam saído de Uberlândia em um Fiat Uno vermelho com destino à cidade.
Conforme o boletim de ocorrência, equipes montaram um ponto de monitoramento nas proximidades de um espaço de leilão. Por volta de 0h30, os militares identificaram o veículo e deram ordem de parada usando sinais sonoros e luminosos. O motorista não obedeceu e acelerou, iniciando uma perseguição pela rodovia.
Durante o acompanhamento, o condutor, de 47 anos, e o ocupante do banco traseiro dispararam várias vezes contra os policiais. Os tiros atingiram a parte frontal e a porta lateral da viatura. Os militares reagiram para conter a agressão.
Durante o confronto, o motorista abriu a porta com o veículo ainda em movimento e se jogou no acostamento. O carro saiu da pista e caiu em uma valeta às margens da MGC-497. O homem que estava no banco traseiro deixou o automóvel pelo vidro quebrado, efetuou novos disparos contra os policiais e fugiu para uma área de mata fechada. Até o momento, ele não havia sido localizado.
O terceiro ocupante, de 29 anos, permaneceu dentro do veículo acidentado. Segundo a PM, ele ignorou as ordens de rendição e apontou um objeto na direção das equipes. Os militares fizeram novos disparos para neutralizar a ameaça e constataram que o homem segurava um simulacro de pistola.
Nas buscas pela região, o motorista foi localizado no matagal com um revólver calibre .32, que tinha quatro munições deflagradas. Os dois homens baleados foram levados pelos policiais ao Pronto Atendimento Municipal de Campina Verde, mas não resistiram aos ferimentos. As mortes foram confirmadas pela equipe médica.
A perícia da Polícia Civil apreendeu no veículo porções de maconha, crack e cocaína, além do simulacro de arma, rádios comunicadores, uma balaclava, uma lanterna e mantimentos.
A suspeita da polícia é de que o grupo se preparava para cometer crimes patrimoniais na zona rural da região. O caso foi encaminhado à Polícia Civil.











