Em BH, ato em solidariedade à Palestina denuncia mídia

Criticar a cobertura da mídia comercial e corporativa sobre os eventos na Faixa de Gaza é o objetivo do ato “Palestina livre, do rio ao mar”, que acontece, nesta quinta-feira (29), em Belo Horizonte. 

Organizado pelo Comitê Mineiro de Solidariedade ao Povo Palestino, a mobilização será realizada em frente à sede da Globo Minas, localizada na Avenida Américo Vespúcio, 2045, no bairro Caiçaras, com concentração a partir das 17h. A iniciativa convoca a população com os dizeres “a Rede Globo é cúmplice do genocídio palestino”. 

“A grande mídia brasileira não trata o tema das agressões contra o povo palestino fazendo jornalismo sério e apresentando os fatos como eles são. As corporações midiáticas resumem suas coberturas sobre a Palestina à mera ‘propaganda sionista’”, acrescenta o comitê organizador em suas redes sociais.

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O que defende o ato?

Para o grupo, durante os últimos cinco meses, reportagens especiais, debates e análises com especialistas, produzidas pela mídia comercial, não deram espaço para representantes da Palestina da mesma forma como ressaltaram a perspectiva de indivíduos ligados a entidades sionistas. 

Mesmo diante do esforço de organizações árabes e palestinas para se posicionar publicamente e oferecer outras impressões sobre o que ocorre na Faixa de Gaza e na Palestina ocupada, segundo o comitê,  não foi o suficiente para ganharem espaço em tais emissoras. 

“Dessa forma, o cidadão não pode avaliar os fatos e tirar suas próprias conclusões. Quando não se conhece a totalidade dos fatos, as conclusões serão sempre parciais. A mídia corporativa brasileira atua para enganar o povo sobre a Palestina e lucra muito dinheiro com isso”, alerta a entidade. “É preciso denunciar a mídia corporativa e exigir que a regulação da mídia se torne uma realidade, para o bem comum de todos os brasileiros”, completa. 

Cessar-fogo

Um grupo formado por sete sindicatos nacionais e mais de 200 seções sindicais dos Estados Unidos criou a Rede Nacional Trabalhista pelo cessar-fogo. O objetivo é exigir o fim do apoio incondicional a Israel adotado pelo presidente Joe Biden desde 7 de outubro, data de início do massacre. 

Na sexta-feira (23), bombardeios israelenses contra Rafah e Khan Yunis, no sul de Gaza, aumentaram o número total de palestinos assassinados desde o início do conflito, que já alcança os 30 mil. 

 

Edição: Leonardo Fernandes

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