Em boa fase na seleção, Abner admite choque com punição ao Lyon: ‘Fui pego de surpresa’

A temporada não poderia ter começado melhor para Abner. Três jogos em sequência como titular da seleção e dois gols em nove partidas pelo Lyon. E foi em meio a este bom momento que o lateral recebeu a bomba vinda do outro lado do Atlântico: a notícia de que seu clube pode ser rebaixado na França se não melhorar sua atual situação financeira.

A decisão foi anunciada pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) da Liga Francesa na última sexta-feira. Abner a recebeu no Brasil, onde está com a seleção para a rodada das Eliminatórias. O lateral-esquerdo evitou comentar, mas admitiu ter ficado chocado.

– Eu não tive atualizações do clube, não conversei com as pessoas de lá. Eu poderia falar num outro momento, porque aí já saberia o contexto, o porquê. Agora fica até meio difícil. Fui pego de surpresa. Mas estou na seleção. Então tenho que aproveitar o momento. É o auge de qualquer jogador, e, no momento, estou preocupado com o jogo que vamos ter – disse, referindo-se ao confronto com o Uruguai, na terça-feira, na Fonte Nova, em Salvador.

Além do risco de rebaixamento no fim da temporada, o Lyon está proibido de contratar jogadores na janela do inverno europeu, em janeiro. O clube pertence a Eagle Football, holding do americano John Textor e da qual também faz parte o Botafogo,

A DNCG é o órgão responsável por fiscalizar as finanças do futebol francês, e identificou inconsistências nas garantias do Lyon. Em 2023/24, a Eagle teve déficit de 25,7 milhões de euros (R$ 157 milhões) e chegou a uma dívida próximo a 500 milhões de euros (R$ 3 bilhões).

Textor compareceu a uma reunião com representantes da DNCG. Mas, segundo o jornal francês “L’Équipe”, seus argumentos não convenceram o órgão. Era esperado que o Lyon apresentassem garantias financeiras de, pelo menos, 100 milhões de euros (R$ 600 milhões) para a atual temporada.

Alheio ao problema ao menos por enquanto, Abner tem outra preocupação: ajudar Vini Jr a jogar seu melhor futebol na seleção. Os dois dividem o mesmo lado do campo, e o lateral do Lyon é quem melhor se saiu na função com a Amarelinha este ano. Contra a Venezuela, a primeira oportunidade dos dois juntos como titulares, a dupla mostrou potencial.

– Meu papel é dar suporte, movimentação para liberar espaço para o um contra um dele, que é muito forte. Jogar com o Vini fica mais fácil, porque ele atrai a marcação de outros jogadores. Acho que tenho encontrado o meio termo, e esse entrosamento tem saído naturalmente – avaliou.

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