Em última sessão do mandato, Aras fala no STF, agradece ministros e critica “narrativas distorcidas”

O procurador-geral da República, Augusto Aras, anunciou que participa, nesta quinta-feira (21). de sua última sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) no cargo.

Seu segundo mandato à frente da Procuradoria Geral da República (PGR) se encerra em 26 de setembro.

Em fala na abertura da sessão da Corte, ele agradeceu aos ministros, servidores e advogados com quem conviveu e criticou o que chamou de “narrativas distorcidas” sobre sua gestão.

“Os desafios dos últimos quatro anos foram adicionalmente cercados por algumas incompreensões e falsas narrativas, dissonantes do trabalho realizado”, afirmou.

“Parte das incompreensões deve-se à equivocada perspectiva do Ministério Público protagonizar, ou mesmo apoiar, projetos partidários. Ao MP a Constituição veda expressamente a atividade político-partidário. Nossa missão não é caminhar pela esquerda ou pela direita, mas garantir que se realize justiça”, reforçou.

Falando pela Corte, o ministro Gilmar Mendes disse que os números da gestão de Aras na PGR “demonstram comprometimento” com o serviço público e com a “boa prestação jurisdicional”.

Cabe ao presidente da República indicar o procurador-geral da República, que tem mandato de dois anos, mas pode ser reconduzido ao cargo. Aras chegou à posição pela escolha de Jair Bolsonaro (PL).

Entre os mais cotados par substituí-lo estão o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, e o subprocurador-geral da República Antonio Carlos Bigonha.

Veja também: Lula planeja novas reuniões com Bigonha e Gonet, dizem fontes

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