O mercado de etanol no Brasil apresenta sinais de recuperação, especialmente no segmento do etanol hidratado, após semanas de pressão devido ao avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul. Entre os dias 18 e 22 de maio, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2,2492 por litro, uma valorização de 1,27% em relação à semana anterior, indicando uma tentativa de estabilização dos preços.
Apesar dessa leve recuperação, a oferta de etanol continua alta, refletindo a intensificação da colheita, que aumenta a disponibilidade do produto no mercado. Esse cenário é comum nesta época do ano e ainda pressiona os preços, especialmente do etanol anidro, que é utilizado na mistura obrigatória da gasolina.
Desempenho do Etanol Anidro e Expectativas do Mercado
O etanol anidro, por sua vez, registrou uma desvalorização de 0,73%, com o preço médio de R$ 2,5493 por litro. Essa queda é atribuída à elevada oferta no mercado interno e às oscilações dos preços internacionais do petróleo, que continuam a impactar o setor de combustíveis.
Embora o petróleo tenha apresentado recuperação no exterior, o mercado brasileiro permanece cauteloso. A expectativa é de que a nova safra de cana continue a aumentar a produção, o que pode manter os preços sob pressão nas próximas semanas.
No mercado spot paulista, o Indicador Diário Paulínia mostrou uma leve alta de 0,06%, com o etanol hidratado a R$ 2.357,50 por metro cúbico. Contudo, o desempenho acumulado em maio ainda é negativo, com uma retração de 2,02%. Isso sugere que, apesar de reações pontuais, o mercado enfrenta desafios significativos.
A moagem da cana-de-açúcar é o principal fator que influencia os preços do etanol neste momento. Com a maior disponibilidade de matéria-prima, o setor sucroenergético está atento ao ritmo da safra e aos impactos sobre os preços dos combustíveis renováveis.
Além disso, a demanda doméstica e a competitividade do etanol em relação à gasolina são fatores cruciais que moldam as decisões comerciais. Mesmo com a leve recuperação observada, especialistas alertam para a necessidade de cautela, pois novas oscilações nos preços podem ocorrer ao longo da safra 2026.











