As exportações de milho do Brasil apresentaram um crescimento significativo em junho de 2026, com um aumento de quase 60% no volume diário embarcado em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país exportou 265,16 mil toneladas do cereal nos primeiros nove dias úteis do mês, representando 71,75% do total exportado em junho de 2025.
A média diária de exportações atingiu 29.462,5 toneladas, um aumento de 59,5% em relação à média de 18.476,7 toneladas diárias registrada em junho de 2025. Esse desempenho reflete um dinamismo crescente nas operações de exportação e fortalece a posição do milho brasileiro no mercado internacional.
Receita e Preços no Mercado
Em termos de faturamento, as exportações de milho geraram US$ 61,63 milhões até o momento. Embora esse valor ainda esteja abaixo dos US$ 93,25 milhões do mês inteiro do ano passado, a média diária de arrecadação aumentou 46,9%, alcançando US$ 6,85 milhões.
Entretanto, o preço médio por tonelada caiu para US$ 232,40, uma redução de 7,9% em relação aos US$ 252,30 de junho de 2025. Essa queda nos preços internacionais tem limitado os ganhos totais das exportações, mesmo com o aumento do volume embarcado.
O crescimento das exportações ocorre em um contexto de avanço na colheita da segunda safra de milho no Brasil. Com a maior oferta de produto no mercado, os agentes do setor estão atentos à demanda internacional e ao comportamento dos preços globais, o que pode influenciar os embarques nos próximos meses.
A expectativa é que o Brasil mantenha uma participação significativa no comércio mundial de milho no segundo semestre, período em que a oferta do cereal tende a aumentar. Essa dinâmica pode beneficiar tanto os produtores rurais, com a possibilidade de melhores vendas, quanto os consumidores, que podem ter acesso a um produto mais competitivo no mercado.











