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Exportações de melão do Brasil caem em maio por entressafra
Imagem: Reprodução
Agro

Exportações de melão do Brasil caem em maio por entressafra

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As exportações de melão do Brasil enfrentaram uma queda significativa em maio de 2026, com o volume embarcado atingindo apenas 6 mil toneladas, uma redução de 47% em relação ao mês anterior. Esse cenário é reflexo da entressafra nos principais polos produtores do Nordeste e da concorrência acirrada com a produção espanhola, que tem dominado o mercado europeu.

A receita gerada com as vendas externas também foi impactada, somando US$ 4,6 milhões, o que representa uma queda de 48% em comparação a abril. O Reino Unido se manteve como o principal destino da fruta brasileira, seguido pelos Países Baixos e Espanha, que também têm aumentado sua participação nas importações.

Entressafra e concorrência no mercado europeu

Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea apontam que a redução nas exportações era esperada devido à entressafra nas regiões do Rio Grande do Norte e Ceará. Com a menor oferta de melões, os compradores europeus têm priorizado a fruta local, que chega com custos logísticos mais baixos.

A combinação de uma safra espanhola robusta e fretes competitivos tornou a produção da Espanha mais atrativa para os importadores, resultando em uma diminuição da demanda pelos melões brasileiros. Essa situação exige que os produtores nacionais busquem alternativas para se manterem competitivos no mercado internacional.

Além da entressafra, outro fator que afetou a qualidade dos frutos foi o aumento da incidência da bactéria Acidovorax, que causa manchas nos melões. Essa doença, agravada pelas chuvas intensas desde março, comprometeu a qualidade exigida pelos mercados externos, inviabilizando parte das exportações.

Na comparação anual, as exportações também apresentaram um desempenho negativo, com uma retração de 36% no volume embarcado e uma queda de 35% na receita em relação a maio de 2025. As perspectivas para os próximos meses indicam uma recuperação gradual, mas ainda limitada.

Os produtores estão atentos aos custos de produção e frete, que podem ser impactados por fatores externos, como o conflito no Oriente Médio. A possibilidade de aumento nos custos de insumos e fretes pode afetar a competitividade das exportações brasileiras, exigindo uma vigilância constante sobre o cenário internacional.

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