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Exportações de proteínas animais em junho: frango em alta e suínos em queda
Imagem: Reprodução
Agro

Exportações de proteínas animais em junho: frango em alta e suínos em queda

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As exportações de proteínas animais do Brasil em junho de 2026 mostraram um desempenho desigual, com a carne de frango se destacando em crescimento, enquanto a carne suína enfrentou dificuldades. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que o setor de frango viu um aumento significativo na receita, nos embarques e nos preços médios, refletindo uma demanda robusta no mercado internacional.

No acumulado até a segunda semana de junho, a receita média diária das exportações de carne de frango alcançou US$ 50,26 milhões, um crescimento impressionante de 78,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume embarcado totalizou 226,98 mil toneladas, com uma média diária de 25,22 mil toneladas, o que representa um avanço de 61,2% em comparação com 2025.

Desempenho da Carne Suína e do Pescado

Em contraste, as exportações de carne suína apresentaram uma queda nos principais indicadores. A receita média diária caiu para US$ 15,09 milhões, enquanto o faturamento acumulado no mês foi de US$ 135,89 milhões. O volume exportado totalizou 54,71 mil toneladas, com uma leve redução nos embarques diários.

Por outro lado, o setor de pescado registrou um aumento na receita, com a média diária subindo para US$ 224,8 mil. Apesar de uma leve retração no volume embarcado, os preços internacionais ajudaram a sustentar o desempenho financeiro do setor, com um aumento de 6,4% no preço médio do pescado exportado.

O cenário atual mostra que a demanda internacional continua a favorecer as proteínas brasileiras, especialmente a carne de frango, que combina aumento de volume e valorização de preços. No entanto, a carne suína enfrenta um ambiente mais desafiador, enquanto o pescado mantém uma trajetória de valorização.

Os próximos meses serão cruciais para o setor, que deve acompanhar atentamente as oscilações do comércio internacional e a demanda dos principais mercados compradores. A capacidade de adaptação às mudanças de preço e volume será fundamental para garantir a competitividade das proteínas brasileiras no mercado global.

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