O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou o pedido de quatro senadores que solicitavam a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques em um caso relacionado à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. A decisão foi divulgada na quarta-feira, 3 de junho de 2026.
A ação, protocolada em março deste ano, ainda aguarda uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, que é o relator do caso. Os senadores envolvidos na solicitação são Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM).
Motivos da Suspeição
Os parlamentares argumentaram que o ministro Nunes Marques possui uma relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados na CPI, e que isso configuraria um “interesse direto” no caso. No entanto, Fachin afirmou que a questão da suspeição deveria ter sido levantada dentro de um prazo específico.
Fachin esclareceu que a arguição de suspeição foi apresentada após o prazo regimental, que se encerraria em 31 de março de 2026. Ele destacou que a distribuição do mandado de segurança ocorreu em 26 de março, e a solicitação de suspeição foi feita apenas em 12 de maio.
Além disso, os senadores também criticaram a omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não analisou o requerimento para a instalação da CPI, protocolado em 26 de novembro de 2026. O documento já conta com 53 assinaturas, superando o número mínimo necessário para a criação da comissão.
Até o momento, a situação permanece em apuração, e os desdobramentos sobre a CPI do Banco Master e a atuação do STF devem ser acompanhados de perto pelos interessados no caso. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas em breve.











