A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) expressou sua preocupação com o veto ao Projeto de Lei nº 715/2023, que permitiria aos trabalhadores safristas manter benefícios sociais durante períodos de contratação temporária. Para a entidade, essa decisão representa um retrocesso no mercado de trabalho rural e pode agravar a escassez de mão de obra no campo brasileiro.
O projeto, que havia sido aprovado pelo Congresso Nacional, buscava equilibrar a inclusão produtiva com a proteção social. A proposta garantiria que trabalhadores pudessem aceitar empregos temporários na agropecuária sem perder benefícios essenciais, o que é crucial para a renda familiar.
Escassez de mão de obra e seus impactos
A falta de trabalhadores é um dos principais desafios do agronegócio, especialmente em épocas de alta demanda, como plantio e colheita. A Faesp alerta que o veto pode desestimular trabalhadores a aceitarem vagas temporárias, dificultando a formação de equipes para atividades sazonais e comprometendo a eficiência das propriedades rurais.
Além disso, a entidade argumenta que a proposta representava uma alternativa para aumentar a formalização do trabalho rural, ao mesmo tempo em que preservava a segurança econômica de famílias vulneráveis. Essa formalização é vital para a sustentabilidade do setor.
Consequências para a produção de alimentos
A Faesp destaca que a escassez de mão de obra pode impactar diretamente a produtividade do agronegócio. A dificuldade em contratar trabalhadores durante períodos críticos pode causar atrasos e aumentar os custos de produção, afetando toda a cadeia de abastecimento de alimentos.
Para a entidade, é fundamental que políticas públicas promovam a proteção social e a geração de empregos, garantindo que o agronegócio continue a contribuir para a economia do país. A adoção de medidas que favoreçam a inclusão produtiva é essencial para enfrentar os desafios do setor.
Em nota, a Faesp reafirmou seu compromisso em buscar soluções que garantam segurança social aos trabalhadores rurais, ao mesmo tempo em que asseguram a capacidade do agronegócio de produzir e gerar empregos. A entidade acredita que a derrubada do veto ou a criação de novas propostas legislativas são passos necessários para resolver a falta de mão de obra no campo.











