A falta de profissionais qualificados em inteligência artificial (IA) é um desafio crescente para as empresas que buscam ampliar o uso dessa tecnologia. Um estudo recente realizado pela Concentrix revelou que 56% das organizações enfrentam dificuldades devido à escassez de competências internas, o que impede a escalabilidade de projetos de IA generativa.
O levantamento, que ouviu mais de 450 líderes empresariais, mostrou que apenas 27% das empresas conseguiram implementar suas iniciativas de IA em larga escala. A maioria ainda está presa em fases de testes e projetos-piloto, o que limita o potencial transformador da tecnologia.
Desafios na América Latina
Na América Latina, o cenário é ainda mais complexo. Além da implementação da tecnologia, as empresas precisam equilibrar a adoção da automação com a transformação da força de trabalho. Essa dualidade é essencial para consolidar o uso da inteligência artificial em larga escala.
Para a Concentrix, o avanço da IA não depende apenas da adoção de novas tecnologias, mas também da preparação contínua dos profissionais. A capacitação é fundamental para que as empresas possam utilizar a IA de forma estratégica e gerar resultados positivos.
Cleber Santos, country manager da Concentrix Brasil, destaca que a verdadeira inovação da IA está na capacidade das empresas de preparar suas equipes. Organizações que combinam tecnologia com aprendizado contínuo e desenvolvimento de competências estarão em vantagem competitiva.
O estudo sugere cinco práticas essenciais para acelerar a capacitação dos profissionais na era da IA. Entre elas, a personalização da aprendizagem, que permite que colaboradores tenham jornadas de desenvolvimento adaptadas às suas necessidades específicas.
Além disso, transformar dados em inteligência para o desenvolvimento profissional é crucial. As empresas devem analisar continuamente o desempenho de suas equipes para identificar oportunidades de crescimento e aprimoramento.
Por fim, é vital que os profissionais sejam preparados para trabalhar em parceria com a IA. A tecnologia não substitui a importância das habilidades humanas, mas sim as potencializa, tornando o desenvolvimento contínuo uma prioridade para as organizações que desejam escalar a IA de forma sustentável.











