O setor de fertilizantes especiais no Brasil enfrentou um ano desafiador em 2025, com uma queda de 5,5% no faturamento, totalizando R$ 25,4 bilhões. Esse cenário reflete as dificuldades econômicas que impactaram o agronegócio, incluindo juros altos e restrições no crédito, que afetaram diretamente as decisões de compra dos produtores rurais.
Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo), destacou que muitos agricultores adotaram uma postura cautelosa, adiando compras e buscando preços mais baixos. Essa mudança no comportamento de compra é um reflexo da pressão econômica que permeia toda a cadeia produtiva.
Desempenho de Produtos e Culturas
Apesar da retração geral, alguns segmentos se mostraram mais resilientes. Os biofertilizantes, por exemplo, tiveram um crescimento expressivo de 76,7%, impulsionado pela ampliação da adoção no campo e pelo aumento no número de registros de produtos. Já os fertilizantes orgânicos avançaram 58,5%, beneficiados pela recuperação dos preços médios de venda.
A soja consolidou sua liderança no consumo de fertilizantes especiais, aumentando sua participação nas vendas de 44,1% em 2024 para 48,6% em 2025. Minas Gerais se destacou como o principal estado consumidor, representando 22% do faturamento nacional do segmento.
O segmento de condicionadores de solo de base orgânica também apresentou crescimento, alcançando um faturamento de R$ 154 milhões, com um aumento de 19,4%. Esse avanço foi impulsionado pela recuperação dos preços e pela demanda por produtos de maior qualidade.
O mercado de substratos para plantas também teve um desempenho positivo, com um faturamento de R$ 517,2 milhões, um aumento de 22,8% em relação ao ano anterior. Esse crescimento foi influenciado pela escassez de matérias-primas importadas, que elevou os preços dos produtos.
Para 2026, o setor ainda enfrenta desafios, especialmente com a pressão sobre os custos e a dependência de insumos importados. No entanto, a indústria continua a investir em pesquisa e inovação, buscando tecnologias que promovam a sustentabilidade e a eficiência na produção agrícola brasileira.











