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Figurinos de Florence Pugh em “A Leste do Éden” acompanham transformação da personagem
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Figurinos de Florence Pugh em “A Leste do Éden” acompanham transformação da personagem

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Uma nova adaptação de A Leste do Éden, obra de John Steinbeck, chegará à Netflix em 1º de outubro. Criada por Zoe Kazan, a produção traz Florence Pugh no papel de Cathy Ames, personagem que atravessa diferentes fases da vida e assume uma nova identidade como Kate.

A série também retoma a história adaptada para o cinema em 1955 por Elia Kazan, avô de Zoe Kazan, em um filme estrelado por James Dean. Na nova versão, o foco está na trajetória de Cathy, que desde a infância percebe o interesse que desperta nos homens e aprende a usar essa atenção em benefício próprio.

Depois de ser rejeitada por um homem poderoso, Cathy procura Adam Trask, interpretado por Christopher Abbott. Os dois se casam e deixam a Costa Leste rumo à Califórnia. Insatisfeita com a rotina de esposa e mãe dos gêmeos Aron e Cal, ela abandona a família e deixa as crianças sob os cuidados de Lee, governanta sino-americana vivida por Hoon Lee.

Cathy então foge para um bordel administrado por Faye, personagem de Martha Plimpton, e começa uma nova vida. É nesse momento que passa a se chamar Kate. A criação dos figurinos da personagem ficou a cargo da neozelandesa Kirsty Cameron, também responsável pelo guarda-roupa de O Poder do Cão, de Jane Campion.

Em entrevista, Cameron explicou que buscou referências em fotógrafos que registravam cenas espontâneas da vida cotidiana há mais de um século. Entre os principais nomes estavam Edward Linley Sambourne e George Hendrik Breitner, cujas imagens de mulheres nas ruas ajudaram a mostrar que aquelas pessoas também eram modernas para seu tempo.

O trabalho ainda foi influenciado por fotografias de Alice Austen, David Hamilton, Deborah Turbeville e Arnold Genthe, especialmente nas imagens da Chinatown de São Francisco usadas como inspiração para o banheiro de Lee. Pintores como Mary Cassatt, Pierre Bonnard, Berthe Morisot, Henri de Toulouse-Lautrec e Edvard Munch contribuíram para a definição das cores da época, já que muitas das referências fotográficas eram em preto e branco.

Na infância, Cathy é vestida pela mãe para cumprir o papel esperado de uma futura esposa, embora nunca tenha desejado esse destino. Para essa fase, Cameron recorreu a Alice no País das Maravilhas e às fotografias de Lewis Carroll, criando uma aparência que remete à personagem Alice.

Quando Cathy conhece o Sr. Edwards, ele passa a escolher roupas para que ela desempenhe o papel de amante. Os figurinos ganham peso e textura por meio do brocado, refletindo tanto as peças compradas por ele quanto aquelas adquiridas pela própria personagem. O vestido usado na cena em que Cathy é agredida foi pensado com camadas de seda para contrastar a feminilidade e a fragilidade da roupa com a violência sofrida.

Após esse episódio, Cathy se aproxima de Adam. Como ele e o irmão, Charles, têm apenas camisas masculinas e os vestidos da mãe falecida, ela passa a usar essas peças. Segundo Cameron, as roupas desbotadas também representam a imagem idealizada da mãe que Adam reverenciava e projetava em Cathy.

Para o casamento, a equipe produziu diferentes versões do vestido até escolher a mais simples. O modelo foi descrito por Cameron como elegante, atemporal e marcado por uma inocência incomum para a personagem.

Na Califórnia, os figurinos passam a expressar a exploração do gosto pessoal de Cathy. Embora ainda esteja interpretando papéis, ela começa a demonstrar sua própria sensibilidade e o bom gosto mencionado pela figurinista.

Já no bordel, Cathy inicialmente assume a imagem de uma garota inocente do interior. Em seguida, adota vestidos mais elaborados para se integrar às outras mulheres e ascender dentro daquele ambiente. Como Kate, quando passa a comandar o local, ela constrói a própria imagem com linhas mais limpas, elegantes e sofisticadas.

A personagem também ganha uma paleta austera, com variedade de texturas e uma estética dramática. Cameron associou essa fase à ideia de uma pessoa que cria uma imagem reconhecível para si mesma. As lembranças dos homens que passaram pela vida de Kate aparecem incorporadas ao visual e também espalhadas por seu quarto e sua mesa. As demais mulheres do estabelecimento também usam preto.

Além de Cathy, Cameron destacou o trabalho com os figurinos masculinos. Charles e Adam usam roupas de fazenda feitas de chita ou algodão caseiro, muitas delas tingidas pela equipe. Mike Faist, que interpreta Charles, chegou a levar as roupas para o local das filmagens e passou um fim de semana usando as peças.

Adam tem uma transformação mais sutil. Ele começa com roupas simples, retorna à fazenda, se apaixona e passa a demonstrar maior clareza sobre sua identidade por meio de ternos, elegância, otimismo e ambição. Mesmo tentando se aproximar dos californianos, mantém algumas peças de fazenda em seu guarda-roupa.

Abra, jovem namorada de Aron, também recebeu um visual considerado moderno para a história, com saias plissadas e roupas que facilitam os movimentos. Lee, por sua vez, usa roupas chinesas na fazenda e, ao chegar à Chinatown, passa a vestir um terno, acompanhando a transformação do personagem ao longo da trama.

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