Uma equipe de exploradores marítimos localizou os destroços do avião da Pan American Airways que desapareceu no oceano Atlântico em 1952, encerrando um mistério que durou 74 anos e resultou na morte de 52 pessoas. A descoberta ocorreu em junho, nas proximidades da costa de Porto Rico, e trouxe à tona um dos acidentes que mais impactaram as normas de segurança da aviação atualmente.
A aeronave, chamada Clipper Endeavour, caiu em 11 de abril de 1952, após a falha de dois motores logo após a decolagem. O piloto tentou realizar um pouso de emergência no oceano, mas não conseguiu evitar a tragédia. Das 69 pessoas a bordo, apenas 17 sobreviveram ao impacto inicial.
Os sobreviventes relataram que, após a queda, o caos tomou conta do local. Muitos passageiros não conseguiram encontrar coletes salva-vidas e a tripulação teve dificuldades para lançar os botes. Em poucos minutos, o avião afundou completamente, levando consigo 39 corpos que nunca foram recuperados.
Após o acidente, a indústria da aviação passou por reformas significativas. As companhias aéreas começaram a adotar equipamentos de flutuação mais eficientes e a realizar briefings obrigatórios antes da decolagem, práticas que ainda são seguidas hoje.
A busca pelos destroços começou quase por acaso em 2019, quando Russ Matthews, presidente da Air/Sea Heritage Foundation, se interessou por uma etiqueta de bagagem do voo que apareceu na Flórida. Com informações coletadas, a equipe delimitou uma área de busca no fundo do oceano e, com o uso de um drone subaquático, localizou a fuselagem a cerca de 600 metros de profundidade.
Russ Matthews expressou a emoção da equipe ao confirmar a descoberta, ressaltando o impacto emocional de revisitar uma tragédia com tantas vidas perdidas. Para especialistas em segurança da aviação, o caso demonstra como acidentes passados continuam a moldar os protocolos atuais. A expedição que localizou o Clipper Endeavour será apresentada em um episódio do programa Expedition Unknown, do Discovery Channel, ainda neste ano.











