Os custos operacionais do transporte agropecuário no Brasil continuam elevados, impactando diretamente os preços dos fretes. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca que o preço do diesel e outros insumos logísticos são os principais responsáveis por essa pressão, refletindo na cadeia produtiva agrícola.
Embora algumas regiões tenham visto uma leve acomodação nos preços entre março e abril, os valores ainda estão acima dos registrados no mesmo período do ano passado. Isso se deve à alta demanda de transporte durante a safra, que mantém os fretes em patamares elevados.
Impacto do Diesel nos Custos de Transporte
Thomé Guth, superintendente de Logística Operacional da Conab, explica que o comportamento dos fretes varia conforme a colheita e a comercialização dos produtos. O diesel, no entanto, continua a ser o principal componente dos custos de transporte, dificultando a redução dos preços.
Apesar das medidas do Governo Federal para mitigar os efeitos da alta do petróleo, como a isenção de tributos sobre o diesel, os custos permanecem altos em comparação ao ano anterior. Isso limita a possibilidade de quedas significativas nos preços dos fretes, mesmo em períodos de menor pressão logística.
No Mato Grosso, maior produtor de grãos do Brasil, a demanda por transporte rodoviário se manteve estável, mesmo após o pico da colheita da soja. O elevado volume de produção e os embarques para o mercado externo sustentaram os preços em níveis considerados altos.
Em Goiás, embora haja uma tendência de queda nos preços de transporte, o custo do combustível ainda é 15% maior que em abril de 2025, o que mantém os fretes elevados. Essa situação reflete como os custos operacionais impactam diretamente a rentabilidade do transporte agrícola.
A logística continua a ser um desafio estratégico para a competitividade do agronegócio brasileiro. A combinação de custos elevados de combustível e a demanda consistente por transporte são fatores que sustentam os fretes em níveis superiores aos do ano passado, com expectativas de que o comportamento dos combustíveis e o ritmo das exportações influenciem os custos nos próximos meses.











