A busca pelos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, está intensificada em uma área rural a aproximadamente 1 km do local cercado. Segundo informações das forças especiais envolvidas na operação, os suspeitos podem estar desarmados e sem apoio externo, o que dificulta sua fuga.
As autoridades destacam que a proximidade dos fugitivos ao galpão agrícola que invadiram na última sexta-feira (1º), em busca de celulares e armas, sugere que sua movimentação está limitada. De acordo com relatos, os indivíduos não conseguiram encontrar os objetos desejados e deixaram o local apenas com comida.

O cerco montado pelas forças policiais foi reduzido para um raio de 1 km, concentrando-se em uma área dentro de uma fazenda de frutas, onde há uma reserva de caatinga preservada e mata fechada. Durante a madrugada, um helicóptero equipado com infravermelho identificou indícios da presença dos fugitivos nessa região.
Apesar dos esforços coordenados, há relatos de disputas internas entre as forças policiais, o que tem prejudicado o andamento das operações. No entanto, as equipes permanecem comprometidas em manter a coordenação das ações, com divisão de tarefas e troca de informações.
As buscas, que já completaram 20 dias, continuam concentradas nas áreas rurais de Mossoró e Baraúna, ligadas pela RN-015. As autoridades mantêm a confiança de que os foragidos permanecem na região, baseando-se em pistas deixadas ao longo dos dias e em avistamentos anteriores.
A operação conta com recursos tecnológicos avançados, incluindo helicópteros, drones e cães farejadores, além de mais de 600 agentes das forças de segurança da Força Nacional, estadual e federal. Equipes especializadas da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal também estão envolvidas na busca.