Gilmar Machado, ex-prefeito de Uberlândia, está mais próximo de retornar ao Congresso Nacional após uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu temporariamente o mandato do deputado Glaycon Franco. Ambos eram suplentes de Odair Cunha, que foi eleito para o Tribunal de Contas da União.
De acordo com a liminar, o TSE considera que a troca de Glaycon do Partido Verde para o PSDB torna seu mandato ilegítimo, uma vez que os votos foram direcionados à Federação Brasil da Esperança, que inclui o PT, PCdoB e PV. Contudo, essa decisão ainda não garante a posse de Gilmar Machado.
Odair Cunha foi escolhido para a Corte de Contas com 303 votos em uma votação secreta, o que resultou na convocação dos suplentes da federação partidária. Glaycon, primeiro suplente, foi eleito pelo PV em 2022, mas sua mudança para o PSDB levou o TSE a suspender seu mandato após uma ação da Federação Brasil da Esperança e de Gilmar Machado.
O entendimento do TSE é de que o mandato em eleições proporcionais pertence ao partido ou à federação, não ao candidato. Assim, a desfiliação do primeiro suplente antes da posse resulta na perda dos direitos relacionados ao mandato.
A liminar também excluiu Gilmar e a Federação Brasil da Esperança da ação, mas manteve o Diretório Nacional do Partido Verde como parte ativa. Embora a decisão não garanta a posse imediata de Gilmar, ela cria um cenário favorável, já que ele é o segundo suplente e ainda é filiado ao PT.
Gilmar Machado já se posicionou como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026. Se assumir o mandato, terá maior visibilidade nas negociações políticas. Com uma carreira que inclui quatro mandatos como deputado federal e a prefeitura de Uberlândia entre 2013 e 2016, sua possível volta ao Congresso pode reconfigurar a representação mineira em Brasília, dependendo da decisão final do TSE.











