As fortes chuvas que atingem a Paraíba desde o dia 1º de maio levaram o governador Lucas Ribeiro a decretar estado de calamidade pública no estado. A medida visa facilitar a mobilização de recursos e ações emergenciais para atender os mais de 16 mil afetados pelas intempéries. Com a atuação da Defesa Civil Nacional, a reconstrução das áreas impactadas já começou.
Infelizmente, as chuvas resultaram em duas mortes, além de deixar 624 pessoas desalojadas e cerca de 703 desabrigadas. Os municípios mais afetados incluem Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo. Uma força-tarefa foi mobilizada pelo governo estadual para auxiliar na resposta emergencial e minimizar os danos.
Abastecimento de água e assistência
O governo da Paraíba está trabalhando para retomar o abastecimento de água na Grande João Pessoa. A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) informou que os sistemas Marés e Translitorânea estão operando, garantindo cerca de 50% do fornecimento. A previsão é que a normalização ocorra gradualmente até a segunda-feira, dia 4.
Enquanto isso, bairros da capital estão recebendo água por meio de rodízio. As áreas atendidas incluem Valentina, Manaíra, Jardim Oceania, Aeroclube e Bessa. No município de Conde, o abastecimento começou a ser restabelecido no início da noite do dia 3.
O Corpo de Bombeiros também está atuando intensamente, com 390 atendimentos realizados, incluindo 171 ocorrências e 219 ações assistenciais. Até o momento, 306 pessoas foram resgatadas, com a mobilização de 746 militares, viaturas, embarcações e aeronaves em diversas cidades paraibanas.
Além da assistência imediata, o monitoramento sanitário foi intensificado para prevenir doenças comuns após enchentes, como leptospirose e doenças diarreicas. A população deve redobrar a atenção, especialmente nas áreas de risco, onde a Defesa Civil Nacional já emitiu alertas sobre o alto risco de alagamentos e deslizamentos.
As chuvas também têm afetado o estado de Pernambuco, que já registrou seis óbitos devido às intempéries. A situação exige cuidado e solidariedade entre os cidadãos, que podem contribuir com doações e apoio às vítimas. O momento é de união e força para superar os desafios impostos pela natureza.











