Uma frente da inteligência artificial conhecida como IA física já é usada no mar para controlar embarcações sem tripulação. A tecnologia combina sistemas capazes de perceber o ambiente, tomar decisões e executar tarefas no mundo físico.
No Brasil, uma startup carioca fundada em 2019 desenvolve e opera embarcações não tripuladas em missões supervisionadas remotamente. Em uma operação realizada com a Petrobras, uma embarcação atuou a cerca de 100 quilômetros da costa e foi monitorada a mais de 300 quilômetros de distância por meio de comunicação via satélite.
O principal produto é o USV Tupan, uma embarcação de superfície não tripulada que pode ser controlada remotamente ou executar tarefas de navegação de forma autônoma. O sistema reúne hardware, software, sensores e recursos de comunicação para permitir a operação sem pessoas a bordo.
A embarcação é acompanhada pelo WiseControl, plataforma que permite ao operador monitorar a navegação, programar rotas e supervisionar as funções do veículo. O sistema também identifica falhas em componentes críticos e pode colocar a embarcação em modo seguro quando necessário.
Entre as aplicações estão levantamentos hidrográficos, batimetria, monitoramento ambiental e inspeção de estruturas. Os sistemas ainda podem ser integrados a drones e robôs submarinos para ampliar a quantidade de informações coletadas durante as operações.
Na missão com a Petrobras, o USV Tupan transportou pequenas cargas e coletou amostras de água entre plataformas na Bacia de Campos. Durante toda a operação, a embarcação foi monitorada remotamente a mais de 300 quilômetros de distância e utilizou comunicação via satélite.
O uso de embarcações não tripuladas pode reduzir custos e riscos associados ao envio de pessoas ao mar, além de diminuir o consumo de combustível em determinadas missões. Sistemas autônomos também podem operar por períodos prolongados, com o acompanhamento concentrado em centros de controle em terra.
Em agosto de 2026, a empresa iniciou uma operação na Bélgica e abriu um escritório no país, que deve funcionar como porta de entrada para outros mercados europeus. Também são avaliadas oportunidades no Oriente Médio, na Malásia e na Austrália.











