A indústria de fécula de mandioca no Brasil alcançou um marco significativo em 2025, com um recorde de moagem que movimentou R$ 2,14 bilhões, mesmo diante de uma leve queda na produção. Este desempenho ressalta a resiliência do setor, que continua a se expandir em capacidade e geração de empregos, conforme aponta o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Amidos de Mandioca (Abam).
O estudo revelou que a capacidade instalada da indústria atingiu 25,6 mil toneladas por dia, um crescimento contínuo pelo quinto ano consecutivo. O Paraná se destaca como o principal polo, concentrando 65,6% dessa capacidade, seguido por Mato Grosso do Sul e São Paulo. A geração de empregos também apresentou um aumento, com 3.721 trabalhadores diretos nas fecularias, um crescimento de 7% em relação ao ano anterior.
Recorde na moagem de mandioca
O volume de mandioca processado pelas fecularias atingiu 3,13 milhões de toneladas em 2025, estabelecendo um novo recorde histórico. Apesar disso, a produção nacional de fécula caiu 0,5%, influenciada principalmente pela redução significativa em São Paulo. O Paraná, por sua vez, respondeu por 67,6% da produção total, evidenciando a importância da região para o setor.
Os pesquisadores do Cepea destacam que a discrepância entre a moagem recorde e a leve queda na produção de fécula se deve à redução da taxa média de extração de amido nas indústrias. Essa dinâmica pode impactar diretamente os produtores, que devem se adaptar às condições do mercado e às inovações tecnológicas.
Valorização e diversificação de produtos
A valorização da fécula foi um fator crucial para o bom resultado econômico do setor, com o preço médio alcançando R$ 3.122,47 por tonelada, um aumento de 3,1% em relação a 2024. Além disso, 45,1% das empresas começaram a diversificar sua produção, incluindo amidos modificados e outros derivados, o que pode abrir novas oportunidades de mercado.
O desempenho do setor mostra uma busca por produtos de maior valor agregado, refletindo uma tendência de inovação e adaptação às demandas do mercado. Com a expectativa de crescimento moderado para 2026, os produtores devem estar atentos às novas oportunidades que surgem com a diversificação e a valorização dos produtos.
As projeções para o próximo ano indicam que 57,4% das empresas esperam manter a produção, enquanto 29,4% preveem um crescimento médio. No entanto, os dados preliminares de 2026 mostram um crescimento ainda abaixo das expectativas, o que ressalta a importância de um acompanhamento constante das condições de mercado e das práticas sustentáveis no setor.











