A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou da 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracuz, Espírito Santo, de 19 a 24 de maio. Durante o evento, ela destacou a importância do investimento em cultura como ferramenta de qualificação e emancipação social.
O encontro, que teve como tema a justiça climática, reuniu representantes de povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas. Os participantes discutiram como as culturas tradicionais podem ajudar a mitigar os efeitos da crise climática.
Investimento em Cultura e Emancipação
Em entrevista, Margareth Menezes enfatizou que a cultura é uma força transformadora. “Quem faz a cultura é o ser humano. É um investimento que tem uma potência de mudança, de qualificar, também de emancipar, com mais geração de emprego e renda”, afirmou.
Ela também ressaltou que as linguagens artísticas podem promover uma mudança de comportamento em relação à natureza. “Está na hora de começarmos a botar luz nos exemplos de como preservar”, disse a ministra, referindo-se ao papel dos povos originários na preservação ambiental.
Durante a Teia, foi realizado o primeiro encontro para a construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas. A ministra destacou a importância desse plano, que será elaborado com a participação ativa dos povos indígenas, garantindo que suas vozes sejam ouvidas.
Margareth Menezes também mencionou a assinatura de atos normativos que visam fortalecer as políticas para a cultura popular. “É um marco muito importante, pois vai garantir mais proteção e qualidade para a produção cultural brasileira”, afirmou.
O evento, que não ocorria há 12 anos, é visto como uma oportunidade para fortalecer a conexão entre os pontos de cultura no Brasil. A ministra destacou que, atualmente, existem 16 mil pontos de cultura cadastrados, um aumento significativo em relação aos 4 mil registrados anteriormente.
Com a implementação de novas políticas, o Ministério da Cultura busca garantir que ações culturais cheguem a todas as cidades brasileiras. “Quando você investe em cultura, está investindo no ser humano”, concluiu Margareth Menezes.











