O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) deu início, na quarta-feira (6), à audiência de instrução do caso de Daiane Alves Souza, que foi assassinada em Caldas Novas (GO) em dezembro do ano passado. Durante a primeira fase, a juíza ouviu os depoimentos das partes envolvidas para dar continuidade ao processo.
Segundo o advogado da família de Daiane, Samuel Moreira, a audiência se estendeu por mais de seis horas e contou com o testemunho de mais de 12 pessoas, incluindo testemunhas de acusação e defesa. Uma nova audiência foi agendada para o dia 9 de julho, com o objetivo de ouvir as demais testemunhas e o acusado.
Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025 e seu corpo foi encontrado em 28 de janeiro de 2026. O principal suspeito do crime é Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde ela morava. O filho de Cléber, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, mas as investigações indicaram que Cléber agiu sozinho.
A Polícia Civil revelou que havia conflitos entre Daiane e Cléber desde novembro de 2024, que resultaram em ações judiciais entre eles. O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Cléber por stalking e agressões físicas e verbais contra Daiane. Por sua vez, Daiane também foi denunciada por invasão de domicílio.
O investigador destacou que, pouco antes do crime, Cléber convocou uma assembleia extraordinária para restringir o acesso de Daiane ao prédio. Após ser atacada por Cléber no subsolo do condomínio, Daiane foi morta em um ato premeditado. O corpo foi colocado na capota do veículo do síndico e abandonado em uma área de mata nas proximidades de Caldas Novas.
Cléber tentou ocultar evidências do crime, escondendo o celular de Daiane em uma caixa de esgoto, mas o aparelho foi encontrado pela polícia. Um vídeo gravado por Daiane mostra o momento em que ela entra no elevador após perceber que um de seus apartamentos estava sem energia, levando-a a confrontar Cléber, que a atacou em seguida.











