O lateral-direito Wallison, do Avaí, se manifestou nesta segunda-feira sobre uma suposta ofensa racista durante a partida contra o Ceará, disputada no último sábado, na Ressacada, pela 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Em uma publicação nas redes sociais, o jogador afirmou que decidiu falar sobre o episódio para evitar que o caso fosse ignorado. Wallison disse que situações de racismo não podem ser normalizadas no futebol e afirmou que pretende buscar responsabilização. Segundo o lateral, o meia Matheus Araújo, do Ceará, teria proferido a ofensa durante o confronto.
“Ao jogador que me chamou de macaco no jogo contra o Ceará no sábado, deixo essa mensagem: você não ficará impune. Nem você e nem ninguém que cometer racismo dentro e fora do futebol”, escreveu Wallison.
O caso foi registrado na súmula pelo árbitro Alex Gomes Stefano. De acordo com o documento, aos 37 minutos do segundo tempo, com a partida paralisada para a cobrança de uma falta, Wallison procurou a equipe de arbitragem e alegou que Matheus de Araújo Andrade havia dito: “Toma no c… macaco”. O árbitro informou, porém, que a situação não foi presenciada pela equipe de arbitragem nem por outros jogadores.
Após a partida, o Avaí publicou um posicionamento em apoio a Wallison e repudiou a suposta manifestação racista. O clube também informou que está reunindo informações para auxiliar as autoridades na apuração do caso.
Na mensagem, o lateral criticou a ideia de que situações ocorridas em campo devem permanecer restritas ao ambiente da partida e afirmou que não pretende se calar. “RACISMO É CRIME. FICAR EM SILÊNCIO TAMBÉM É. E EU NÃO VOU FICAR QUIETO”, declarou.











