O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, na manhã desta quinta-feira, 25 de junho de 2026, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado. A indicação ocorre após a renúncia de Jaques Wagner (PT-BA), que se afastou do cargo devido a investigações relacionadas ao Caso Master.
Em uma mensagem nas redes sociais, Lula destacou a importância da nova líder para articular a aprovação de projetos relevantes para a população, como a proposta de emenda constitucional (PEC) da Segurança e a proposta de fim da escala 6 por 1. A escolha de Teresa Leitão reflete a necessidade do governo de fortalecer sua base no Senado.
Contexto Político e Relevância da Nomeação
Teresa Leitão, que já foi deputada estadual em Pernambuco por cinco mandatos, obteve 46% dos votos na sua primeira candidatura ao Senado em 2022. Sua experiência política e a relação de confiança com Lula e outros dirigentes do PT foram fatores decisivos para sua nomeação.
A senadora não disputará um novo mandato nas eleições de outubro, o que lhe permitirá dedicar mais tempo às negociações de pautas do governo e à interlocução com líderes partidários. Essa disponibilidade é vista como crucial para enfrentar os desafios legislativos que o governo enfrenta.
A relação de Teresa Leitão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também foi um ponto positivo em sua escolha. A senadora tem contribuído para amenizar tensões entre Alcolumbre e o Planalto, especialmente após a rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
A nova liderança ocorre em um momento delicado para o governo, que enfrenta desgaste devido à investigação que envolve Jaques Wagner. A Polícia Federal investiga se o senador teria favorecido interesses de empresários em troca de vantagens, acusações que ele nega. A nomeação de Teresa Leitão pode ser uma estratégia para restaurar a confiança e a estabilidade na liderança do governo no Senado.











