veja como é de perto a picape GWM Poer P30 Exclusive 2026

Lançada como principal aposta da GWM entre modelos sem eletrificação, a picape Poer chegou em setembro prometendo brigar no custo-benefício contra as concorrentes mais tradicionais da categoria. Entre os seus trunfos está a escolha de uma motorização mais valorizada pelos consumidores, um propulsor turbodiesel, além de preços iniciais bem mais agressivos que os da concorrência.

Neste M1 nas Lojas, analisamos a versão P30 Exclusive, topo de linha, oferecida por R$ 260 mil. Tanto a versão de entrada quanto a mais equipada contam com o motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgfm de torque, sempre aliado à transmissão automática de 9 marchas, desenvolvida e construída pela própria marca, e ao sistema de tração 4×4 com reduzida e bloqueio do diferencial traseiro.

Com carroceria montada sobre chassi, a Poer segue a fórmula tradicional das médias, utilizando suspensão McPherson na dianteira e feixes de mola na traseira. Em termos dimensionais, mede cerca de 5.416 mm de comprimento, 1.947 mm de largura, 1.886 mm de altura e 3.230 mm de entre-eixos.

A caçamba, com tampa equipada com amortecedor, tem capacidade para 1.248 litros, com medidas de 1.520 mm de comprimento, 1.520 mm de largura e 540 mm de altura. A carga útil é de 1.010 kg na versão Exclusive com rodas de 19″. Para reboque, a picape pode puxar até 750 kg (sem freio) ou 3.100 kg (com freio).



Tampa da caçamba tem amortecedor para rebatimento

Foto de: Thomas Tironi

Apesar de custar menos que suas principais concorrentes, a GWM aposta em um pacote de equipamentos bastante completo. O modelo traz lanternas em LED e faróis com projetores e piscas dinâmicos, além de bancos em couro legítimo com aquecimento e ventilação. Os assentos dianteiros contam com ajustes elétricos, enquanto o painel e os forros de porta recebem acabamento soft touch. Há ainda iluminação ambiente e um conjunto abrangente de assistências à condução (ADAS).

Entre os recursos de segurança e conveniência estão piloto automático adaptativo, alerta de colisão, frenagem autônoma de emergência e assistente de manutenção de faixa. Esse conjunto coloca o modelo em pé de igualdade com SUVs bem mais caros, reforçando a estratégia da marca chinesa de oferecer valor agregado e uma experiência mais sofisticada ao motorista.



Foto de: Thomas Tironi



Foto de: Thomas Tironi



Foto de: Thomas Tironi

Fotos de: Thomas Tironi

Diferente de outros carros da GWM, a picape quase não exibe o logotipo da marca. As três letras aparecem apenas na tampa traseira, enquanto o restante da carroceria traz os emblemas da submarca responsável pelos seus produtos utilitários. É a mesma estratégia adotada em linhas como Haval, Tank e Ora, que têm identidades próprias dentro do portfólio global da montadora.

O painel aposta em linhas comuns de outros produtos de origem asiática, com grande tela para a central multimídia (de 14,6”), saídas de ar-condicionado centrais em posição mais baixa e minimalismo de botões, concentrados em sua maioria no console central, ao lado da alavanca de câmbio.



Foto de: Thomas Tironi

No exterior, a GWM não fez grandes ousadias, chegando até mesmo a lembrar outras marcas e picapes que a Toyota vendia nos EUA até pouco tempo atrás, especialmente a Tacoma. A influência aparece principalmente na dianteira, com grade ampla. A traseira, por sua vez, tem um quê de Chevrolet Colorado.

Segundo o Inmetro, a picape registra consumo de 9,5 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada, com autonomia superior a 800 km. A GWM declara que a aceleração de 0 a 100 km/h se dá em 11,2 segundos.

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