A mãe do jovem de 20 anos preso após atacar os avós dentro da casa onde eles moravam, no bairro Jardim Inconfidência, em Uberlândia, relatou que o filho já havia apresentado um surto psicótico em novembro de 2025. Os idosos foram socorridos com vida, mas tinham ferimentos profundos provocados por uma faca.
A dinâmica exata da ocorrência ainda não foi esclarecida, e o caso segue sob investigação.
Segundo a mãe, o jovem também teria tentado agredir alguns amigos durante o episódio ocorrido em novembro. Depois disso, ele iniciou acompanhamento médico, mas interrompeu o tratamento alguns dias antes do ataque.
A família havia percebido que o rapaz não estava bem, mas acreditava que a mudança de comportamento estivesse relacionada ao fim de um namoro e à falta de interesse em trabalhar. Um dia antes do crime, a avó telefonou para familiares e informou que o neto iria morar com os avós para tentar retomar a rotina e o trabalho.
Apesar do relato da mãe, a possibilidade de o ataque estar relacionada a um novo surto ainda será apurada pela polícia, que continua colhendo informações sobre o caso.
De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionado por volta das 11h39, os idosos conseguiram sair da residência e pedir ajuda na calçada antes da chegada das equipes. Em seguida, eles trancaram o neto dentro da casa, onde ele permaneceu até a chegada das autoridades.
A avó, de 75 anos, apresentava quatro ferimentos provocados por arma branca: um corte profundo de aproximadamente 6 centímetros no tórax, com sangramento ativo, duas lesões nas costas e um ferimento na parte posterior da cabeça. Ela foi estabilizada e encaminhada para a emergência.
O avô, de 68 anos, foi encontrado imobilizado e usando colar cervical. Ele tinha um ferimento no pescoço. Embora o corte aparentasse ser superficial, o idoso faz uso de anticoagulante e precisou receber medicamento para controlar o sangramento.
Os dois foram encaminhados ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Familiares informaram que, apesar dos ferimentos, eles passam bem.
Três cães da família também foram atacados e morreram. Informações preliminares confirmadas pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) apontaram que dois animais morreram durante a ocorrência. Os corpos seriam encaminhados ao IML Animal da UFU para exames que devem ajudar a determinar as causas das mortes.
Um terceiro cão foi resgatado com vida pela Polícia Militar e levado ao Hospital Veterinário da UFU, mas não resistiu e morreu no fim da tarde.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que trabalha em conjunto com a Polícia Militar para esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.











