Em 2025, mais de 4,3 mil crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil no Brasil, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Essa ação é um marco importante no combate a essa violação de direitos, especialmente em um dia tão simbólico como o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho.
O número de afastamentos foi resultado de 10.234 ações fiscais realizadas ao longo do ano, o que representa o maior esforço da última década para enfrentar essa problemática. Nos primeiros quatro meses de 2026, 1.108 crianças também foram retiradas de situações de trabalho infantil, mostrando que a luta continua.
Setores em Foco
As fiscalizações se concentraram em setores onde a exploração do trabalho infantil é mais comum, como o comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes e oficinas mecânicas. Esses ambientes são frequentemente associados a condições de trabalho que colocam em risco a saúde e o desenvolvimento das crianças.
Um dado alarmante é que mais de 70% das crianças e adolescentes afastados estavam envolvidos em atividades que apresentavam graves riscos à saúde, segurança e moralidade. Essa realidade destaca a importância de ações contínuas para proteger os direitos dos mais jovens.
Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul foram alguns dos estados que registraram os maiores números de afastamentos em 2025. A situação se manteve em 2026, com estados como Paraná e Goiás também figurando entre os que mais atuaram na erradicação do trabalho infantil.
Roberto Padilha Guimarães, coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil, ressaltou que a atuação da Inspeção do Trabalho é fundamental para identificar e interromper essas práticas. A prevenção do trabalho infantil é uma responsabilidade coletiva que envolve toda a sociedade.
Para quem deseja denunciar casos de trabalho infantil, o MTE disponibiliza o Sistema Ipê Trabalho Infantil, um canal exclusivo para receber essas denúncias. A participação da população é essencial para garantir que mais crianças possam ter acesso a uma infância digna e ao direito à educação.











