A Marcha da Maconha de 2026, realizada em São Paulo no último domingo, atraiu aproximadamente 7,4 mil participantes, conforme dados do Monitor do Debate Político da USP em parceria com a ONG More in Common. O evento, que ocorreu na Avenida Paulista, destaca-se como uma importante manifestação em prol da discussão sobre a legalização da cannabis.
O monitoramento realizado possui uma margem de erro de 12%, o que sugere que o número de participantes pode variar entre 6,5 mil e 8,3 mil pessoas. A contagem foi feita em horários estratégicos, com o pico de público registrado às 16h, quando a mobilização estava em seu auge.
Metodologia de Contagem Inovadora
A contagem dos manifestantes foi realizada por meio de fotos aéreas analisadas com um software de inteligência artificial. Os pesquisadores capturaram imagens em sete momentos diferentes e selecionaram as que melhor representavam a multidão.
Um drone foi utilizado para registrar as imagens, e o software foi programado para identificar e contar automaticamente as cabeças visíveis nas fotos. Essa abordagem tecnológica oferece uma nova perspectiva sobre a quantificação de eventos públicos, aumentando a precisão dos dados coletados.
Em um manifesto divulgado nas redes sociais, os organizadores da marcha se definiram como um movimento autônomo, antirracista e antifascista. O documento enfatiza a importância da mobilização contra as guerras às drogas, refletindo uma preocupação com as políticas de criminalização e seus impactos sociais.
A Marcha da Maconha não apenas promove o debate sobre a legalização da cannabis, mas também busca conscientizar a população sobre questões sociais e raciais ligadas ao tema. O evento se torna, assim, um espaço de diálogo e resistência, atraindo a atenção de diferentes setores da sociedade.











