O Ministério da Educação (MEC) enviará uma equipe de especialistas ao Acre após um ataque a tiros em uma escola estadual, que resultou na morte de duas funcionárias e deixou dois feridos. O incidente ocorreu na tarde desta terça-feira, 5 de maio de 2026, e envolveu um adolescente de 13 anos, que já foi identificado como autor dos disparos.
A decisão de enviar a equipe do Programa Escola que Protege foi tomada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, após uma conversa com a governadora do Acre, Mailza Assis. A equipe é composta por profissionais especializados em situações de crise e violência extrema, com o objetivo de oferecer apoio à comunidade escolar afetada.
As vítimas do ataque, que ocorreu no Instituto São José, foram prontamente atendidas. O aluno e um funcionário que ficaram feridos foram levados a um pronto-socorro. O ministro Barchini enfatizou a importância de cuidar da comunidade escolar, garantindo apoio psicossocial e condições para a reconstrução após a tragédia.
Resposta do Governo do Acre
Em nota oficial, o governo do Acre confirmou que o adolescente responsável pelo ataque está sob custódia do Estado. Além disso, o responsável legal pelo menor, que é o proprietário da arma utilizada, foi detido. A Polícia Civil está investigando as circunstâncias do atentado para esclarecer a motivação e a dinâmica do ocorrido.
O governo também expressou solidariedade às famílias das vítimas e à comunidade escolar do Instituto São José. Equipes de apoio psicossocial estão sendo mobilizadas para oferecer suporte a alunos, professores e demais envolvidos no incidente. As aulas em todas as escolas estaduais foram suspensas por três dias como medida de precaução.
O Programa Escola que Protege, criado em 2024, visa fortalecer a capacidade das redes de ensino para prevenir e enfrentar a violência nas escolas. A iniciativa inclui formação continuada para profissionais da educação e a construção de planos de enfrentamento à violência, além de promover a cultura de paz e a convivência democrática.
Com a implementação deste programa, o MEC busca oferecer um ambiente mais seguro e acolhedor nas escolas, minimizando os impactos de situações de violência e promovendo a saúde mental das comunidades escolares. O desdobramento desse caso no Acre pode influenciar futuras políticas públicas voltadas para a segurança nas instituições de ensino em todo o Brasil.











