O mercado de açúcar no Brasil enfrenta um cenário desafiador, com compradores retraídos e baixa liquidez no spot paulista. A safra 2026/27 no Centro-Sul avança, aumentando a oferta do produto, mas a cautela dos compradores tem limitado as negociações.
Dados do Cepea indicam que os compradores estão aguardando novas quedas nos preços, o que tem contribuído para a lentidão nas transações. Essa postura reflete a expectativa de um mercado mais favorável nos próximos dias, mas também gera incertezas para os produtores.
Impactos no Preço do Açúcar
No mercado interno, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou uma leve alta de 0,14%, com a saca de 50 quilos a R$ 93,69. Apesar dessa recuperação, o indicador acumula uma queda de 4,31% ao longo de maio, evidenciando a pressão sobre os preços.
Analistas apontam que a pressão nos preços está atrelada ao aumento da moagem da cana-de-açúcar e à maior disponibilidade do produto. No entanto, fatores como a redução no ATR médio da cana e um mix de produção voltado para o etanol podem limitar essa pressão no curto prazo.
No cenário internacional, os contratos futuros do açúcar demerara na Bolsa de Nova York perderam força, influenciados pelo aumento das exportações da Tailândia. Essa maior oferta global tem pressionado os preços internacionais e gerado um clima de cautela entre os agentes do mercado.
Enquanto isso, o mercado de etanol em Paulínia se mantém estável, com o biocombustível cotado a R$ 2.357,00 por metro cúbico. Apesar da estabilidade recente, o indicador acumula uma desvalorização de 2,04% em maio, refletindo o aumento da oferta e a cautela das distribuidoras.
O setor sucroenergético continua atento ao avanço da colheita no Centro-Sul e às condições climáticas, que são cruciais para a definição do mix entre açúcar e etanol. Esses fatores devem influenciar os preços e a liquidez do mercado nas próximas semanas, impactando tanto produtores quanto consumidores.











