O mercado brasileiro de café inicia esta quinta-feira com viés de alta, impulsionado pela valorização dos contratos futuros na Bolsa de Nova York e pela alta do dólar. Esse cenário promete movimentar as negociações, com os produtores atentos às oportunidades de fechar novos negócios em um ambiente favorável.
Após uma quarta-feira de pressão negativa nos preços internos, o mercado se recupera, especialmente com a reação positiva das cotações internacionais do café arábica. Essa recuperação é crucial para os produtores que enfrentaram dias difíceis com a desvalorização anterior.
Preços do café nas principais regiões produtoras
No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.710 e R$ 1.720 por saca, uma queda em relação aos R$ 1.730 a R$ 1.740 da semana passada. No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura também apresentou recuo, sendo cotado entre R$ 1.730 e R$ 1.740 por saca.
Na Zona da Mata mineira, o café arábica tipo “rio” 7, com 20% de catação, ficou entre R$ 1.200 e R$ 1.210 por saca. Já no Espírito Santo, os preços do conilon também recuaram, com o tipo 7 sendo cotado entre R$ 950 e R$ 955 por saca.
Os estoques certificados de café nos Estados Unidos seguem em queda, com 443.608 sacas registradas em 27 de maio de 2026. Essa diminuição é monitorada de perto, pois pode contribuir para a sustentação dos preços futuros no mercado internacional.
Na manhã de hoje, os contratos do café arábica na ICE Futures US avançam, com o vencimento de julho de 2026 subindo 2,36%. O dólar comercial também opera em alta, cotado a R$ 5,0703, favorecendo as exportações brasileiras e ajudando a manter os preços do café no mercado interno.
O cenário externo apresenta volatilidade, com bolsas asiáticas encerrando o pregão sem direção única e as europeias operando em baixa. Enquanto isso, o petróleo registra forte valorização, influenciando o humor dos mercados globais e as expectativas inflacionárias.











