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Mercado do milho recua com colheita da safrinha no Brasil
Imagem: Reprodução
Agro

Mercado do milho recua com colheita da safrinha no Brasil

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O mercado brasileiro de milho enfrenta um cenário desafiador com o avanço da colheita da segunda safra, conhecida como safrinha. A maior oferta do cereal tem pressionado os preços, limitando a recuperação no curto prazo. Na última sexta-feira (3), o ambiente de baixa liquidez e negociações pontuais se destacou, refletindo a situação atual do setor.

Além da oferta interna crescente, a produção internacional também se mostra confortável, especialmente com a boa safra da Argentina e expectativas positivas para os Estados Unidos. Esses fatores contribuem para um ambiente de preços pressionados, dificultando reações de alta no mercado.

Contratos futuros e preços em queda

Os contratos futuros de milho na B3 encerraram a última sessão em queda, refletindo a pressão da nova safra. O vencimento de julho de 2026 foi cotado a R$ 64,82 por saca, com um leve recuo. Já os contratos de setembro e novembro também apresentaram quedas, indicando um clima de cautela entre os investidores.

Embora a demanda dos setores de proteína animal e etanol de milho ofereça algum suporte, a colheita em andamento tende a manter os preços sob pressão nas próximas semanas. Essa situação pode impactar diretamente a rentabilidade dos produtores, que enfrentam dificuldades em negociar seus produtos.

Colheita e preços regionais

No Paraná, a colheita da safrinha já alcança 5% da área cultivada, com 79% das lavouras em boas condições. Apesar de geadas recentes, o impacto no potencial produtivo foi limitado. No mercado físico, os preços permanecem próximos de R$ 60,00 por saca, mas os compradores estão cautelosos, oferecendo valores em torno de R$ 55,00.

Em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a comercialização também é lenta, com preços variando entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca. A resistência dos produtores em vender a preços atuais contribui para a baixa liquidez, refletindo a expectativa de uma oferta ainda maior nas próximas semanas.

Perspectivas futuras

As perspectivas para o mercado de milho indicam continuidade da pressão sobre os preços, especialmente com o avanço da colheita em estados produtores. A elevada disponibilidade interna, aliada à oferta global favorável, deve limitar reações mais consistentes nas cotações.

Os compradores, por sua vez, adotam uma estratégia de aquisição cautelosa, focando apenas em volumes necessários para reposição imediata. Fatores como o ritmo das exportações, o comportamento do dólar e as condições climáticas nos Estados Unidos serão cruciais para a formação dos preços no segundo semestre.

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