O cultivo de milho no Paraná teve um crescimento expressivo na safra 2025/26, com a primeira safra apresentando um aumento de 31% em relação ao ciclo anterior. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a área plantada com o cereal alcançou 364,9 mil hectares, refletindo uma tendência de valorização do milho em comparação à soja.
Esse crescimento é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a estabilidade dos preços do milho, que incentivou os produtores a investirem mais na cultura. O agrônomo Edmar Gervásio, do Deral, destaca que a perspectiva de comercialização favorável foi um dos principais motivadores para a ampliação da área cultivada.
Recorde na segunda safra e impacto na produção
Na segunda safra, o milho também se destacou, ocupando 2,9 milhões de hectares, um recorde histórico para o estado. Esse aumento de 7% em relação à safra anterior pode resultar em uma colheita superior a 17,5 milhões de toneladas, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis.
Embora algumas regiões tenham enfrentado geadas pontuais, os impactos foram mínimos, permitindo que a produção total de milho no Paraná ultrapasse 21 milhões de toneladas em 2026. Essa quantidade significativa reforça a importância do estado no cenário nacional de produção de grãos.
Enquanto isso, a soja também teve um desempenho notável, com uma produção estimada em 21,7 milhões de toneladas, consolidando o Paraná entre os principais polos de produção de grãos do Brasil. Essa diversidade de culturas é essencial para a economia local e nacional, garantindo a segurança alimentar e a geração de empregos.
Além do milho e da soja, o trigo também avança, com mais de 61% da área já semeada. A expectativa é que a cultura ocupe cerca de 722 mil hectares, beneficiada por um clima favorável, que pode impulsionar ainda mais a produção.
No entanto, nem todas as culturas estão em alta. A batata e a cebola enfrentam desafios, com quedas na produção e na área cultivada, resultado de preços baixos e alta oferta no mercado. Essa situação destaca a necessidade de adaptação dos produtores às condições de mercado e climáticas.
Em contrapartida, o setor leiteiro e a avicultura estão em um bom momento, com valorização dos preços do leite e crescimento nas exportações de carne de frango. Esses fatores contribuem para a consolidação do Paraná como um dos principais motores do agronegócio brasileiro, evidenciando a resiliência e a capacidade de adaptação dos produtores locais.











