O mercado do milho enfrenta uma dualidade nesta quarta-feira (17), com os preços em alta na Bolsa de Chicago, impulsionados por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela valorização do petróleo. Em contrapartida, o Brasil observa uma pressão nos preços devido ao avanço da colheita da segunda safra, que promete aumentar a oferta interna do cereal.
Os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago registraram valorização significativa. O vencimento de julho/2026 foi cotado a US$ 4,18 por bushel, com um avanço de 4,75 pontos. Esse movimento é reflexo das preocupações climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, que, somadas ao aumento do petróleo, criam um ambiente de incerteza no mercado.
Impacto do clima e da geopolítica nos preços globais
As condições climáticas no Corn Belt americano estão sob vigilância, especialmente com a previsão de chuvas que podem aliviar a situação em estados como Iowa e Illinois. Apesar do clima quente e seco, a expectativa de precipitações traz um certo alívio, evitando que os preços subam de forma descontrolada.
No Brasil, a colheita da safrinha está avançando rapidamente, o que tem pressionado os preços para baixo. O contrato de julho/2026 fechou a R$ 63,97 por saca, uma leve queda que reflete a maior disponibilidade do cereal no mercado. A combinação do aumento da oferta com a estabilidade do dólar não foi suficiente para impulsionar os preços na B3.
As exportações brasileiras, no entanto, estão apresentando um desempenho robusto. Em junho, o Brasil já embarcou 265,2 mil toneladas de milho, representando 72% do total exportado no mesmo mês do ano passado. Isso demonstra a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, mesmo com a queda no preço médio por tonelada exportada.
Nas principais regiões produtoras, a liquidez do mercado físico continua baixa, com compradores adotando uma postura cautelosa. No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 57,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto em Mato Grosso do Sul, as cotações estão entre R$ 49,00 e R$ 52,00 por saca, refletindo a pressão da colheita da safrinha.
Nos próximos dias, o mercado deve se atentar a três fatores cruciais: as condições climáticas nos Estados Unidos, as tensões no Oriente Médio e o ritmo da colheita da safrinha brasileira. Essa combinação de elementos pode manter a volatilidade elevada, exigindo que os produtores estejam atentos às melhores estratégias de comercialização de suas safras.











