O mercado do milho está passando por um período de forte volatilidade, refletindo a pressão da safrinha, a oscilação do dólar e os movimentos na Bolsa de Chicago. A combinação desses fatores está impactando diretamente a produção rural e a economia do setor agrícola brasileiro.
De acordo com a TF Agroeconômica, a expectativa de uma ampla oferta interna está pressionando os preços, mesmo com a possibilidade de recuperação nas cotações internacionais. O contrato de julho de 2026 em Chicago operava próximo de US$ 4,77 por bushel, enquanto os vencimentos mais longos se mantinham sustentados por incertezas sobre a produtividade e as exportações globais.
Safrinha e Dólar: Desafios e Oportunidades
No Brasil, o avanço da segunda safra de milho está criando uma percepção de oferta confortável, especialmente em estados do Centro-Oeste. Com estoques já abastecidos, muitos compradores estão adotando uma postura cautelosa, aguardando oportunidades de preços mais baixos.
A queda do dólar, que ficou abaixo de R$ 5,00, também tem reduzido a competitividade das exportações brasileiras. Isso limita movimentos de alta no mercado interno, com os contratos futuros apresentando leves oscilações na B3.
As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a primeira safra de milho 2025/26 deve atingir 28,46 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação à temporada anterior. Esse aumento na produção reforça a expectativa de maior disponibilidade do cereal, o que pode pressionar ainda mais os preços internos.
Os analistas do setor estão atentos a fatores climáticos nos Estados Unidos, que podem impactar o mercado internacional e, consequentemente, as cotações no Brasil. Qualquer alteração significativa nas condições climáticas pode gerar novas altas em Chicago, oferecendo suporte ao milho brasileiro.
No mercado físico, a comercialização continua lenta em várias regiões produtoras. Em estados como Mato Grosso e Goiás, os compradores estão cautelosos, o que resulta em uma liquidez limitada. As diferenças entre os preços pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores têm travado as negociações.
A perspectiva para o milho nos próximos meses dependerá do avanço da colheita da safrinha, da movimentação do dólar e do comportamento dos preços internacionais. O mercado permanece atento aos próximos relatórios de oferta e demanda, que poderão influenciar as decisões dos produtores e compradores.











