Os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago e na B3 enfrentaram um recuo significativo, influenciados pelo aumento dos estoques de milho nos Estados Unidos e pela queda nos preços do petróleo. O relatório do USDA, divulgado recentemente, trouxe previsões que indicam um aumento nos estoques finais para o ciclo 2026/27, o que impacta diretamente o mercado agrícola.
Na manhã de sexta-feira, 12 de junho, os principais vencimentos do milho na CBOT apresentaram perdas, com o contrato de julho/26 sendo negociado a US$ 4,11, uma queda de 0,50%. A pressão sobre os preços foi acentuada pela desvalorização do petróleo, que reduz a demanda pelo milho utilizado na produção de etanol.
Impacto da Oferta Global no Mercado de Milho
O relatório do USDA também trouxe revisões positivas para a produção de milho em países da América do Sul, como Brasil, Argentina e Paraguai. Essa ampliação na oferta global gera um cenário de abundância, limitando as tentativas de recuperação nos preços internacionais do cereal.
No Brasil, a B3 acompanhou a tendência negativa do mercado externo, com o aumento das estimativas de produção contribuindo para a pressão nos preços. A consultoria TF Agroeconômica destacou que as revisões feitas pelo USDA e pela Conab para a safra 2026/27 indicam uma oferta robusta, o que afeta diretamente a liquidez e os negócios no mercado interno.
As cotações do milho na B3 também refletiram essa tendência, com os principais vencimentos encerrando a sessão em baixa. O contrato de julho/26 fechou a R$ 64,25, enquanto setembro/26 e novembro/26 registraram quedas semelhantes, evidenciando a pressão sobre os preços.
No mercado físico, a liquidez permanece baixa, com compradores bem abastecidos e produtores cautelosos. No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, enquanto em Santa Catarina, a diferença entre ofertas e demandas tem dificultado o fechamento de negócios.
O cenário atual do milho no Brasil e no exterior revela um mercado pressionado por estoques elevados e uma oferta crescente. Com a expectativa de continuidade dessa tendência, os produtores devem se preparar para um ambiente de preços desafiadores no curto prazo, refletindo diretamente na economia rural e na cadeia produtiva do setor.











