
Morreu nesta segunda-feira (2) a sambista mineira Adriana Araújo, conhecida como uma das principais vozes da nova geração do samba em Minas Gerais.
Antes da carreira solo, Adriana integrou o grupo Simplicidade Samba. Em 2021, lançou o álbum Minha Verdade e, em 2025, apresentou o projeto 3 Jorges, homenagem a Jorge Aragão, Jorge Ben Jor e Seu Jorge.
“Adriana é dessas artistas que carregam a alma da nossa cultura popular, que fazem do samba um espaço de encontro, de alegria e de resistência”, escreveu a deputada federal Duda Salabert (PDT), em seu perfil na rede social X.
O deputado federal Rogério Correia (PT) também se manifestou sobre a morte da sambista. “Uma mulher luminosa, dona de um sorriso largo e de uma das vozes mais respeitadas do samba mineiro”, escreveu, no X.
Em 2023, em entrevista ao Brasil de Fato, a cantora falou sobre os desafios enfrentados por mulheres negras e periféricas que ocupam a cena cultural.
“Hoje tenho orgulho de dizer de onde eu vim. Mas, mesmo assim, ainda há muitas barreiras para serem ultrapassadas. As pessoas ainda viram o nariz e olham de maneira diferente. Mas, a gente, com muita luta, muito trabalho e muita competência, não só minha, mas de toda a minha equipe, está mostrando para as pessoas dessa sociedade que a gente é capaz, que a gente é potente e que conseguimos chegar lá”, disse.
Adriana nasceu na comunidade Pedreira Prado Lopes, na Lagoinha, uma das maiores e mais antigas favelas de Belo Horizonte e área conhecida como um dos berços do samba na capital mineira. Ela era casada com Evaldo Araújo e deixou um filho de 13 anos, Daniel dos Santos Araújo.
Ela estava internada no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte (MG), desde o último sábado (28), quando foi diagnosticada com aneurisma cerebral após passar mal e desmaiar em casa.
Segundo a nota publicada no perfil da cantora no Instagram, os médicos que a atenderam informaram que o quadro dela era “gravíssimo e irreversível”.
O velório de Adriana será realizado nesta terça-feira (3), das 10h ao meio-dia na quadra da Escola Unidos dos Guaranys, na rua Araribá, 285, no bairro São Cristóvão, em Belo Horizonte.