Uberlandia, MG Qui, 29 de outubro
25° Máx. 28° · Mín. 20° Garoa
Previsão para Uberlândia Hoje: garoa
Amanhã, 30/10 25° 19° 100% chuva
sáb, 31/10 27° 19° 100% chuva
dom, 01/11 28° 19° 84% chuva
seg, 02/11 29° 19° 82% chuva
ter, 03/11 29° 20° 55% chuva
qua, 04/11 31° 20° 61% chuva
qui, 05/11 29° 20° 63% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Morre aos 78 anos Irene Santos, fotógrafa e pesquisadora da memória negra
Foto original adaptada visualmente por IA.
Turismo

Morre aos 78 anos Irene Santos, fotógrafa e pesquisadora da memória negra

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

A fotógrafa, pesquisadora e historiadora Irene de Figueiredo Santos morreu nesta terça-feira (27), aos 78 anos, em Porto Alegre. Nascida na capital gaúcha em 1947, ela construiu uma carreira dedicada à fotografia, à pesquisa histórica e à valorização da cultura afro-brasileira.

Formada em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Irene se definia como fotógrafa autodidata. Ao longo da vida, uniu a produção de imagens à pesquisa histórica, desenvolvendo uma linguagem voltada para as pessoas, as expressões culturais e a memória coletiva. Ela também atuou nas áreas de artes cênicas, música e artes visuais.

“Irene foi uma referência na fotografia do Rio Grande do Sul. Publicou os livros Negro em Preto e Branco, registro da população negra de Porto Alegre; Quilombos e Quilombolas; e Carnaval. Perspicaz, e deixa um legado significativo”, afirmou a jornalista Jeanice Ramos, do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul.

O trabalho mais conhecido de Irene é o livro Negro em Preto e Branco – História Fotográfica da População Negra de Porto Alegre, publicado em 2005. A obra reúne fotografias e relatos que ajudam a reconstruir a presença da população negra na formação social e cultural da capital gaúcha.

As imagens e histórias do livro resgatam trajetórias e experiências de famílias negras, grupo muitas vezes relegado ao esquecimento pela historiografia oficial. Em 2006, a publicação recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura, na categoria Literatura Especial.

Em entrevista concedida em 2021 ao jornal Brasil de Fato, Irene afirmou que o livro comprovou a existência de negros honestos e trabalhadores em uma cidade racista como Porto Alegre. “A fotografia analógica garantiu a heroica resistência de uma ‘população invisível’ e que corria o risco de ser eliminada dos anais da História da cidade”, declarou.

Entre outros trabalhos, Irene Santos foi autora do livro Colonos e Quilombolas – Memórias das Colônias Africanas de Porto Alegre e do webdocumentário Outros Carnavais – Memória do Carnaval de Rua de Porto Alegre, 1930-1969. Ela também participou de diversas publicações, exposições e peças de teatro.

Em 2026, a trajetória da pesquisadora voltou a ser destacada pelo Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que apresentou a exposição A Força da Memória.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×750
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...