Morreu na tarde desta terça-feira (9), aos 86 anos, o cineasta Orlando Senna, uma referência no cinema brasileiro e latino-americano. Ele faleceu após complicações de saúde, incluindo um quadro de broncopneumonia que levou à sua internação em uma UPA em Copacabana, Rio de Janeiro.
Senna foi intubado na manhã de terça, mas não resistiu aos esforços da equipe médica. Sua morte gerou grande comoção entre artistas, cineastas e admiradores de sua obra.
Trajetória e Contribuições
Nascido em Lençóis, Bahia, em 25 de abril de 1940, Orlando Senna se destacou como cineasta, roteirista e gestor cultural. Ele dirigiu o clássico Iracema, Uma Transa Amazônica, que critica os impactos sociais da ocupação da Amazônia durante a ditadura militar.
Além de seu trabalho artístico, Senna teve um papel importante na formulação de políticas públicas para o audiovisual. Ele atuou como secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura entre 2003 e 2007, promovendo a democratização do acesso a recursos para o setor.
Senna também foi diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e contribuiu para a criação da TV Brasil. Sua atuação foi reconhecida em todo o país, solidificando sua importância no cenário cultural brasileiro.
Recentemente, ele foi homenageado em vida durante a mostra Orlando Senna / Cinema, Brasil e América Latina, realizada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. A curadora Diana Iliescu destacou a importância dessa homenagem, que contou com a participação ativa do cineasta.
Amigos e colegas do meio cultural lamentaram sua partida nas redes sociais. A jornalista Maria do Rosário Caetano expressou seu pesar, lembrando de Senna como um amigo querido e um grande nome do cinema.











