Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila, faleceu na tarde de terça-feira (5), em Brasília, aos 63 anos. A informação foi confirmada por familiares, que relataram que ela enfrentava um quadro grave de saúde.
A equipe de Thiago, que é um dos representantes da Global Sumud Flotilla (GSF), destacou nas redes sociais a força e a alegria de Teresa. “Ela enfrentou anos de adoecimento com coragem e dignidade”, afirmaram, ressaltando o amor e o apoio da família durante todo o processo.
Legado e Memórias
Teresa também era mãe de Luana de Ávila, agente de polícia e vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF). Em homenagem à mãe, Thiago nomeou sua filha de dois anos com o nome dela, perpetuando assim seu legado familiar.
A instituição que representa Thiago anunciou que divulgará informações sobre o velório e sepultamento assim que forem disponibilizadas pelos familiares. A dedicação e o cuidado da família com Teresa foram destacados como um exemplo de amor e retribuição.
Enquanto isso, Thiago Ávila permanece detido em Israel. Ele foi preso por militares israelenses enquanto estava a bordo de um navio da GSF, que tinha como objetivo levar ajuda humanitária a Gaza. A detenção de Ávila foi considerada ilegal por diversas entidades de direitos humanos.
Nesta terça-feira (5), o Tribunal de Magistrados de Ashkelon prorrogou a prisão de Thiago até o próximo domingo (10). A decisão foi tomada pelo juiz Yaniv Ben-Haroush, em meio a denúncias de abusos físicos e psicológicos contra detidos pelo governo israelense.
O grupo brasileiro partiu de Barcelona em 12 de abril e foi interceptado em águas internacionais, próximo à Grécia. A missão da embarcação era fornecer alimentos e itens básicos à população de Gaza, que enfrenta sérias dificuldades de acesso a esses recursos.











